CFDs ganham popularidade em Portugal

Os CFD têm vindo, nos últimos anos, a consolidar-se como o produto financeiro derivado com mais adeptos em Portugal, atraindo cada vez mais investidores. Assim, os 4,6 mil milhões de euros negociados em julho de 2014 através de CFD, representam uma fatia de mercado de 80,6%, o que faz dos CFD o produto estrela dentro […]

Os CFD têm vindo, nos últimos anos, a consolidar-se como o produto financeiro derivado com mais adeptos em Portugal, atraindo cada vez mais investidores. Assim, os 4,6 mil milhões de euros negociados em julho de 2014 através de CFD, representam uma fatia de mercado de 80,6%, o que faz dos CFD o produto estrela dentro do segmento dos instrumentos financeiros derivados.

 

De acordo com os dados da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), as cifras representam uma subida de 11% relativamente a junho e um aumento de 15,2% face ao mesmo mês do ano passado (em que o valor transacionado foi de 3,9 mil milhões de euros).

 

A crescente popularidade dos CFDs tem beneficiado, por sua vez, da quebra gradual nos valores transacionados sobre futuros, durante muito tempo o produto derivado mais atraente para os investidores.

 

Desenvolvidos na década de 90 no Reino Unido, os CFD (do inglês Contract for Difference) foram utilizados, nos primeiros anos, por investidores institucionais como forma de cobertura face a outros investimentos. Progressivamente, estes produtos financeiros complexos foram disponibilizados junto dos pequenos investidores, numa crescente variedade de mercados.

 

Transacionados em Portugal desde 2007, os CFDs são atualmente uma das formas de investimento mais utilizada no país. Com este tipo de instrumento, um trader troca a diferença entre o preço de um determinado ativo entre o momento de abertura e de fecho do contrato.

 

Um dos principais apelativos de operar com CFD é a possibilidade de alavancagem, ou seja, os investidores depositam apenas uma pequena margem, que lhes permite potencialmente multiplicar os ganhos, ou as perdas. Por exemplo, um trader pode obter uma exposição de 100 mil euros a um ativo colocando apenas 1% dessa quantia, ou seja, 1000 euros. Isto significa que se o ativo valorizar 10%, o investidor pode ganhar (ou perder) dez vezes mais do que investiu, ou seja, 10 mil euros. No entanto, os clientes devem ter em conta que este mecanismo também representa um risco acrescido, uma vez que eleva igualmente as possíveis perdas, sendo que nalguns casos estas podem ser superiores ao capital investido.

 

Outra das vantagens do trading com CFDs é o fato de permitir negociar tanto se achar que o valor do ativo vai subir (posição longa) como se considerar que vai descer (posição curta).

 

Atualmente, são diversos os mercados em que é possível abrir posições através de CFD. As taxas de câmbio foram, em julho deste ano, o subjacente preferido pelos investidores que operam em CFD, com uma fatia de 32,8% seguidas de perto pelos índices, com um peso de 31,3%. Também os contratos derivados atraíram uma fatia importante de investidores (22,6%), ao passo que as ações ficaram pelos 11,2% e as commodities (mercadorias) nos 1,8%.

2º IG

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