CGD: Analistas esperam melhor conjuntura em março para a emissão de subordinadas

A emissão das obrigações de elevada subordinação deverá acompanhar o aumento de capital em dinheiro da CGD, e ambas as operações aguardam os resultados anuais do banco do Estado para que possam ser realizadas. Nessa altura o Novo Banco já foi vendido, o BCP já fez o grande aumento de capital e o Monte dei Paschi já foi nacionalizado.

Caixa Geral de Depósitos

Se a emissão das obrigações subordinadas da Caixa Geral de Depósitos – exigidas por Bruxelas, para que o aumento de capital de até 2,7 mil milhões de euros não seja considerado ajuda de Estado à luz da lei – fosse feita hoje seria de muito difícil colocação dizem os analistas contactados pelo Jornal Económico, que acrescentam que só o conseguiriam fazer com juros acima de 10%, dizem.

A emissão de 500 milhões de euros de obrigações subordinadas (primeira tranche de um total de mil milhões) deverá ter melhor conjuntura em março, do que actualmente, revelam os mesmos especialistas. Isto porque até lá é esperado que o Novo Banco tenha um comprador; que o processo de recapitalização do BCP esteja fechado (é esperado um aumento de capital de no mínimo 1.000 milhões de euros) e é esperado que Itália concretize a recapitalização do banco Monte dei Paschi, cujas necessidades de capital já vão em 8,8 mil milhões de euros. O banco italiano será com grande probabilidade nacionalizado.

A emissão das obrigações de elevada subordinação deverá acompanhar o aumento de capital em dinheiro da CGD, e ambas as operações aguardam os resultados anuais do banco do Estado, que devem ser divulgados em Fevereiro, Março, para que possam ser realizadas.

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Na prática, é um reforço da emissão, mas em concreto o banco liderado por Pedro Leitão anuncia a ficha de uma nova emissão de 750 milhões de euros que são fungíveis com os 500 milhões já emitidos, pelo que no final a emissão total sobe para 1.250 milhões de euros.

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