Maria João Carioca, administradora executiva da CGD, anunciou aquilo a que chama “a verdadeira primeira aplicação de open banking” em Portugal. Demorou seis meses a desenvolver e custou 600 mil euros, que sai do orçamento de 50 milhões para a transformação digital que o banco tem. A Deloitte é a consultora que está a assessorar a transformação digital da CGD.
Começa para ser uma app para os 1,6 milhões de clientes digitais da CGD mas vão abrir a todos os portugueses em geral até ao fim do ano, disse Maria João Carioca.
De que se trata? De uma app designada DaBox, que agrega as várias contas em vários bancos em Portugal de um cliente da Caixa, dando uma visão integrada das suas disponibilidades financeiras. Está aqui uma lógica de “personal trainer” inerente a esta app (na funcionalidade feed), para ajudar a poupar e a gerir os orçamentos mensais.
Esta app agrega ainda os movimentos em categorias, por exemplo restaurantes, ginásio, roupa, medicamentos. São oito categorias e 46 sub-categorias.
O “personal trainer” ajuda a ter uma perspetiva de gastos mensais. Pois a app permite saber as disponibilidades financeiras e assim saber quanto dinheiro tem disponível até ao fim do mês.
Esta solução tira partido das novas oportunidades criadas pelo movimento Open Banking potenciadas pela nova Diretiva de Serviços de Pagamento (DSP II), integrando várias funcionalidades tornadas possíveis pela agregação de informação bancária.
No futuro esta app poderá também fazer pagamentos. A CGD diz que até ao fim de outubro esta funcionalidade está disponível.
O que não está acessível? As contas títulos, os seguros e alguns cartões de créditos que não estão associados aos bancos abrangidos. As contas títulos não têm o mesmo enquadramento regulamentar, explicou a banqueira. Também não estão acessíveis no Open Banking as contas de depositos a prazo, ou as contas a prazo que incluem indexação a índices bolsistas.
A SIBS é a infraestrutura tecnológica que suporta a API. A aplicação teve o envolvimento da área da proteção de dados, pois a confidencialidade e a segurança dos dados é essencial no Open Banking.
Esta app é gratuita e está disponível na App Store e na Google Play para clientes da CGD com contrato Caixadirecta.
A CGD pretende posicionar-se como o principal player a impulsionar o movimento do Open Banking no nosso mercado por via da promoção de novas práticas na gestão do dia-a-dia, nos quais se inclui a gestão das finanças pessoais.
A app nasce no âmbito do Programa de Transformação Digital da CGD e é resultado de uma parceria com a fintech sueca Tink, que está empenhada desde 2012 em ter um papel relevante no âmbito do Open Banking (que obriga a todos os bancos a dar acesso a contas a entidades ou plataformas certificadas).
A CGD juntou-se aos parceiros da Tink como PayPal, NatWest, ABN Amro, BNP Paribas Fortis e Nordea.
