CGD põe à venda Banco Caixa Geral em Espanha mas mantém sucursal

A Caixa lançou o processo final de venda das participações detidas no capital das sociedades Mercantile Bank Holdings Limited (sociedade de direito sul africano), Banco Caixa Geral (sociedade de direito espanhol), e Banco Caixa Geral – Brasil (sociedade de direito brasileiro), por via da venda da totalidade ou parte das participações detidas pela CGD.

Cristina Bernardo

É oficial. A Caixa Geral de Depósitos lançou o processo final de venda das participações sociais detidas no capital social das sociedades Mercantile Bank Holdings Limited (sociedade de direito sul africano), Banco Caixa Geral (sociedade de direito espanhol), e Banco Caixa Geral – Brasil (sociedade de direito brasileiro), por via da transmissão da totalidade ou parte das participações detidas pela CGD no capital social de cada um desses bancos, “na modalidade de venda direta a um ou mais investidores”, diz a Caixa.

Mas o banco liderado por Paulo Macedo garante que estas alienações não traduzem a saída da Caixa Geral de Depósitos destes mercados.

Em Espanha, a Caixa continuará presente através da sua sucursal, garante a CGD.

A CGD vai manter a sua presença em cada um daqueles países “e até a aumentar a relação com as comunidades portuguesas aí residentes, quer através de parcerias e de relacionamentos operacionais, quer pelas diversas plataformas relacionais existentes, nomeadamente através do serviço Caixadireta Online e o serviço telefónico existente”, diz o banco do Estado.

“A continuação do apoio aos Clientes da Caixa e às Comunidades Portuguesas, serão acauteladas nas condições de venda destas entidades”, diz o comunicado. Pois os serviços de clientes à distância mantêm-se operacionais, tendo mesmo a CGD criado uma área de atendimento e gestão especializada de clientes não residentes.

Na África do Sul, o Banco Mercantile, é um banco destinado ao mercado empresarial, com uma quota inferior a 1%.

No Brasil, o banco representa uma operação diminuta com menos de 1.000 Clientes.

A Caixa continuará a apoiar os investidores e a desenvolver a plataforma internacional, nos mercados “core” no triângulo Europa / África / Ásia, diz a instituição.

Na sequência do plano estratégico aprovado que faz parte do acordo celebrado com a Comissão Europeia, o banco está obrigado ao desinvestimento em atividades de pequena dimensão (menos de 1% de quota de mercado) e não “core”.
Nesse sentido, “a alienação destas participações, conforme referido aquando da aprovação do plano estratégico, contribuirá para o reforço dos capitais próprios do Banco, um maior foco da sua atividade, e reduzindo desta forma a possibilidade de mais custos para os contribuintes”.

A notícia sucede à aprovação em Conselho de Ministros destas operações necessárias ao cumprimento do plano estratégico aprovado, e que são inerentes ao plano de capitalização da CGD.

O início desta fase do processo de alienação fica ainda dependente da promulgação do diploma, diz a CGD.

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