CGD prevê cortar 2.218 postos de trabalho e 181 balcões

A CGD prevê ter resultados líquidos marginalmente positivos em 2018.

Cristina Bernardo

Paulo Macedo apresentou o Plano estratégico até 2020. Nas medidas de corte de custos está a redução do quadro de pessoal em 2.218 postos de trabalho e o fecho de 181 balcões. O que era já previsto, explicou o CEO do banco.

“O número de saída de colaboradores mantêm-se o mesmo do Plano não houve alterações, está previsto através de pré-reformas e outras formas de acordo”, explicou o CEO da CGD.

Na lista de objectivos operacionais no Plano Estratégico 2020 está previsto assim a redução de 25% das agências para 470 a 490 e do número de colaboradores de 8.868 para um número igual ou inferior a 6.650.

Paulo Macedo disse quais eram os pilares do Plano Estratégico CGD. Esse plano passa por reforçar capacidade comercial para garantir competitividade: “Novas abordagens para particulares e empresas, aumento do cross-selling e melhoria dos níveis de serviço; ajustar infraestrutura operacional e investimento nos recursos humanos: Ajustamento de redes e áreas de apoio central, otimização e simplificação do modelo organizativo; redimensionamento das operações internacionais com lógica económica e estratégica: Foco em operações core em mercados prioritários, complementaridade a franchise doméstico e reestruturar o modelo de gestão de risco e governance: Redução do risco de balanço, novas políticas de gestão de crédito, novas plataformas especializadas para a recuperação”.

Os objectivos até 2020 são, em termos de eficiência, a redução de custos operacionais em cerca de 20% até 2020.

Já quanto ao custo do risco do crédito  (entradas futuras de crédito em imparidades) é de 0,6% a partir deste ano, mas no plano a finalidade é inferior a essa percentagem.

O objectivo em termos de rácio de capital  é um rácio de capital de CET1 acima dos 14%.
E em termos de rentabilidade é um RoE acima dos 9%.

Paulo Macedo explicou que o compromisso com Bruxelas é um resultado recorrente (sem itens extraordinários) positivo este ano e resultados líquidos marginalmente positivos já em 2018.

O board da CGD não explicou se o prejuízo da CGD que justifica o aumento de capital vai ao défice.

O aumento de capital devia ter um buffer maior defendeu o presidente do banco que no entanto elogiou esta recapitalização.

 

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