CGD: Rui Vilar e João Tudela Martins renunciam para continuar com Paulo Macedo

Tiago Ravara Marques e Pedro Leitão, ambos administradores da CGD da equipa de António Domingues, negociaram a sua saída no fim deste mês e não vão integrar a nova administração liderada por Paulo Macedo.

Jose Manuel Ribeiro/Reuters

A Caixa Geral de Depósitos, informou o mercado que Emílio Rui Vilar e João Paulo Tudela Martins renunciaram, respetivamente, aos cargos de Vice-Presidente não executivo e de Vogal executivo do Conselho de Administração, tendo em vista iniciar um novo mandato de 2017-2020 com uma nova equipa.

Isto quer dizer que quer Tiago Ravara Marques (ex-BPI), quer Pedro Leitão (ex-grupo PT), ambos administradores da CGD da equipa de António Domingues, negociaram a sua saída no fim deste mês e não vão integrar o elenco liderado por Paulo Macedo.

A notícia da saída dos dois administradores de António Domingues que não se demitiram com este já era dada como certa pelos jornais, nomeadamente pelo Jornal Económico, mas esta é a primeira vez que a notícia é implicitamente confirmada.

Os restantes membros executivos de Paulo Macedo, cuja lista está em avaliação pelo BCE no âmbito da avaliação de “fit and proper”, são Maria João Carioca que sai da presidência da Bolsa de Lisboa; José João Guilherme, que é ex-administrador Novo Banco; Nuno Martins, que acompanhou dossier da CGD enquanto adjunto do secretário de Estado do Tesouro e das Finanças, Ricardo Mourinho Félix; José Brito, diretor da Caixa (e futuro CFO); e Francisco Cary, actual administrador do Novo Banco.

João Tudela Martins e Rui Vilar também integram a equipa, sendo que este último será administrador não executivo com a função de Chairman.

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