Chefe da diplomacia europeia diz que Quénia é “âncora de estabilidade”

Josep Borrell reuniu-se este sábado com o presidente eleito do Quénia, William Ruto, descrevendo o país africano como “uma âncora de estabilidade” no Corno de África.

O chefe da diplomacia da União Europeia, Josep Borrell reuniu-se este sábado com o presidente eleito do Quénia, William Ruto, descrevendo o país africano como “uma âncora de estabilidade” no Corno de África.

“Estou muito satisfeito e honrado que o presidente do Quénia me tenha recebido, por ter sido o primeiro responsável político europeu, e eu diria até mundial, que o presidente do Quénia recebe antes de tomar posse”, disse à agência de notícias espanhola Efe, no final da reunião em Nairobi.

O encontro, descrito como “alargado e positivo”, marca a “importância” que Ruto “quer continuar a dar às relações com a União Europeia”, disse Borrell, sublinhando que “o Quénia é uma âncora de estabilidade numa região em convulsão”.

O alto representante da União para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança disse esperar do novo chefe de Estado uma “linha de continuidade” e defendeu um “compromisso ativo, mais do que fez o anterior Presidente Kenyatta”, admitiu.

Falando dos “temas regionais” que abordou na região, Borrell disse à Efe que ambos falaram do “papel que o Quénia pode ter” na resolução da guerra do Governo da Etiópia com os rebeldes do Tigray, dada a proximidade de Rutto com o primeiro-ministro etíope, Abiy Ahmed, e acrescentou que, de ponto de vista da política internacional, “o Quénia teve uma posição clara de condenação da invasão da Ucrânia pela Rússia”.

Por seu lado, o novo presidente queniano reconheceu o “lugar especial que a União Europeia deu ao Quénia pelo seu papel de liderança na paz e estabilidade regionais” e disse “apreciar o reconhecimento” do líder europeu pela realização de eleições pacíficas e democráticas”.

William Rutto vai tomar posse na próxima semana, sendo o quinto presidente do Quénia desde a sua independência do Reino Unido, em 1963, substituindo Kenyatta, que chegou ao poder em 2013 e cumpriu o segundo mandato, o último permitido pela Constituição.

O Quénia é um aliado do Ocidente na instável região do Corno de África e alberga a sede de várias empresas multinacionais e organizações internacionais, incluindo agências da ONU e muitas embaixadas estrangeiras.

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