Chega cria fundo para família de trabalhador atropelado pela viatura oficial de Eduardo Cabrita

Partido lança iniciativa para ajudar viúva e filhas menores do homem de 43 anos e suportar custos legais depois de André Ventura enviar pergunta ao ministro em que pretende ver esclarecido a que velocidade seguia a viatura oficial em que Cabrita regressava de uma deslocação oficial a Portalegre.

O Chega vai lançar nesta segunda-feira uma subscrição pública destinada a constituir um fundo para apoiar a família do trabalhador que morreu na A6 ao ser atropelado pela viatura que transportava o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita. O acidente ocorreu a 18 de junho, quando o membro do Executivo regressava de uma deslocação oficial a Portalegre, tendo a viatura embatido num homem de 42 anos que estava a fazer trabalhos de manutenção da autoestrada em circunstâncias que ainda estão a ser investigadas.

O trabalhador ainda foi assistido no troço da autoestrada situado no concelho de Évora, mas não resistiu aos ferimentos e o óbito foi declarado no local. Deixou duas filhas menores, de 13 e 16 anos, e uma viúva, tendo esta dito ao “Correio da Manhã” que ninguém no Governo quis saber se a família precisava de ajuda e garantido que o marido era a única fonte de receitas do agregado familiar. Ainda segundo o mesmo jornal, a nota do gabinete do ministro da Administração Interna a dar conta do acidente travou qualquer indemnização da seguradora, na medida em que imputa responsabilidades ao falecido por ter atravessado as faixas de rodagem.

A subscrição pública lançada pelo Chega, através dos seus canais oficiais na Internet, terá início pouco depois de o deputado único e presidente do partido, André Ventura, ter submetido uma pergunta a Eduardo Cabrita em que solicita esclarecimentos sobre as circunstâncias em que se deu o acidente mortal que envolveu a viatura em que seguia o ministro. “Trata-se de um veículo oficial, em viagem oficial, suportada pelo dinheiro dos contribuintes e em missão de necessário interesse público, pelo que há questões importantes que devem ser esclarecidas e tornadas públicas”, justifica o líder partidário.

André Ventura pretende que Eduardo Cabrita esclareça a que velocidade circulava o veículo oficial do Ministério da Administração Interna e “qual a justificação para tal”, se o automóvel “seguia em marcha de urgência ou marcha normal no regresso da deslocação do senhor ministro a Portalegre” e ainda se confirma ou não que “o infortunado trabalhador circulou de forma incauta e imprudente na faixa de rodagem central quando as obras se realizavam na berma da estrada”.

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