Cheques-dentista utilizados por 87% dos portadores de HIV

No dia Mundial da Luta contra a SIDA, a Ordem dos Médicos Dentistas (OMD) aproveita para divulgar que a taxa de utilização dos cheques dentistas por doentes portadores do vírus HIV atinge os 87%.


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No dia Mundial da Luta contra a SIDA, a Ordem dos Médicos Dentistas (OMD) aproveita para divulgar que a taxa de utilização dos cheques dentistas por doentes portadores do vírus HIV atinge os 87%.

De acordo com a Ordem, “o Programa Nacional de Promoção da Saúde Oral beneficiou 1.708 utentes portadores de HIV, nos últimos cinco anos, tendo sido emitidos 4.118 cheques-dentista”.

O cheque-dentista abrange os portadores de vírus HIV desde 2009 e a utilização dos mesmos começou no ano seguinte.

A Ordem salienta em comunicado que “a taxa de utilização tem sido das mais altas entre todos os grupos que beneficiam do Programa”.

Ao longo de cinco anos foram realizados 7616 tratamentos, sendo que o mais frequente foi a restauração direta e definitiva, com mais de 3021 tratamentos efetuados, seguindo-se as exodontias (extrações) com 2810 tratamentos.

Este ano e com dados referentes até 31 de agosto, dos 638 cheques dentistas emitidos foram utilizados 553, registando-se uma taxa de utilização de 87%.

Paulo Ribeiro de Melo, secretário-geral da OMD, sublinha que “os portadores de HIV devem prestar especial atenção à saúde oral. Problemas na boca ou nos dentes podem fragilizar estes doentes e aumentar as repercussões da infeção. De salientar ainda que na fase inicial da infeção do vírus da Sida são raras as pessoas que não apresentam problemas orais”.

A integração dos portadores de HIV no programa visa precisamente garantir o acesso aos cuidados de saúde oral destes doentes e diminuindo a incidência e a prevalência das doenças orais nos portadores da infeção.

Os utentes portadores de HIV devem pedir ao seu médico de família o cheque-dentista e depois de o receberem procurar um médico-dentista que integre o programa e marcar a consulta.

Dados da Direção-Geral de Saúde revelam que no ano passado foram descobertos em Portugal 1220 novos casos de HIV, um número que tem vindo a cair desde o pico de quase 3100 portadores em 2003.

Ainda assim, Portugal é na União Europeia o terceiro país com a maior taxa de novos casos de SIDA, a fase mais avançada da doença, segundo dados do Centro Europeu para a Prevenção e Controlo das Doenças e da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Em todo o mundo existem pelos cálculos da OMS 70 milhões de pessoas infetadas e 35 milhões são portadoras do HIV. Anualmente são infetadas 2,3 milhões de pessoas e morrem de SIDA 1,6 milhões.

OJE

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