China acusa NATO de “desestabilizar” a Europa e deixa alerta sobre influência na Ásia-Pacífico

Porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros da China, acusou a NATO de exigir que outros países cumpram as normas básicas enquanto “trava guerras deliberadamente e lança bombas em estados soberanos, matando e deslocando civis inocentes”.

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O Ministério dos Negócios Estrangeiros da China acusa a NATO de “desestabilizar” a Europa e provocar conflitos na região da Ásia-Pacífico, em resposta à secretária de Estado norte-americana dos Negócios Estrangeiros, Liz Truss, que instou a China a “jogar de acordo com as regras”, segundo o “The Guardian”.

Wang Wenbin, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China, rejeitou os comentários de Truss e acusou a NATO de exigir que outros países cumpram as normas básicas enquanto “travava guerras deliberadamente e lançava bombas em estados soberanos, matando e deslocando civis inocentes”.

“A NATO, uma organização militar no Atlântico Norte, veio nos últimos anos para a região da Ásia-Pacífico para lançar a sua influência e provocar conflitos. A NATO desestabilizou a Europa. Agora, tentam estragar a Ásia-Pacífico e até o mundo?”, disse Wang Wenbin.

No seu discurso, Truss disse que a NATO teve de se antecipar às ameaças no Indo-Pacífico e estender a sua perspetiva para democracias fora dos seus membros, como Taiwan, que Pequim afirma ser uma província chinesa separatista que deve ser reintegrada. A secretária de Estado norte-americana sugeriu que a ascensão económica da China, agora a segunda maior economia do mundo, poderá ser um alvo.

“[A China] não continuará a crescer se não seguir as regras. A China precisa das relações comerciais com o G7. Nós [o Grupo dos sete] representamos cerca de metade da economia global. E temos escolhas”, referiu Truss.

“Demonstrámos, com a Rússia, o tipo de escolhas que estamos preparados para fazer quando as regras internacionais são violadas”.

A China recusou-se a condenar a invasão da Ucrânia pela Rússia, um dos seus aliados mais próximos, atraindo críticas de governos europeus e mundiais. Pequim opõe-se firmemente a vincular a guerra da Ucrânia às suas relações com Moscovo e disse que defenderá os direitos de indivíduos e empresas chinesas. Na quinta-feira, Wang disse que a posição da China sobre o conflito foi “consistente e clara”.

Truss também acusou recentemente a China e a Rússia de serem “agressores a trabalhar em conjunto”, reforçando à imprensa australiana que não descarta que a China utilize a invasão da Rússia como uma oportunidade para lançar o seu próprio ato de agressão.

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