China diz que EUA ‘suportarão todas as consequências’ caso Nancy Pelosi visite o Taiwan

O Taiwan tem vivido sob constante ameaça de ser invadido pela China, país que vê a ilha autónoma como parte do seu território, com Pequim a trabalhar para isolar a região do cenário internacional.

Nancy Pelosi, presidente democrata da Câmara dos Representantes

A China alertou os Estados Unidos da América (EUA) que aquele país “suportaria as consequências” caso a líder da Câmara dos Representantes dos EUA, Nancy Pelosi, visitasse o Taiwan, depois de relatos de que Pelosi poderia visitar a ilha autónoma em agosto, noticiou o ‘France 24’.

Está previsto que a potencial visita, ainda não confirmada por Nancy Pelosi, será um tema de destaque num telefonema que está marcado entre o presidente chinês Xi Jinping e o homólogo norte-americano Joe Biden, que o líder dos EUA disse esperar que ocorra esta semana.

A questão da independência do Taiwan da China tem sido um fator de deterioração dos laços entre Biden e Jinping, com a competição no sector tecnológico e a questão dos direitos humanos a fazerem tremer ainda mais a relação entre os dois países.

Não obstante, o governo norte-americano mostra-se receoso de que a visita possa ultrapassar os limites da já ténue relação com a China, com Joe Biden a ter afirmando que os militares “acham que não é uma boa ideia agora”.

Por outro lado, Nancy Pelosi Pelosi declarou que era “importante para nós mostrar apoio ao Taiwan”, ao mesmo tempo que negou que o Congresso americano estivesse a fazer pressão para a independência da ilha.

A potencial visita de Pelosi seria a primeira visita ao Taiwan por um líder da Câmara dos Representantes dos EUA desde 1997.

“Opomo-nos firmemente à visita do presidente Pelosi a Taiwan”, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Zhao Lijian, citado no “France 24”, acrescentando que “se os EUA avançarem e desafiarem os resultados da China… o lado dos EUA arcará com todas as consequências”.

O Taiwan tem vivido sob constante ameaça de ser invadido pela China, país que vê a ilha autónoma como parte do seu território, com Pequim a trabalhar para isolar a região do cenário internacional.

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