China fará todo o possível para prestar apoio a Cuba

O presidente chinês afirmou que a China está ao lado de Cuba e que tenciona auxiliar o país da América Latina a ultrapassar as dificuldades.

A China fará “todo o possível para prestar apoio” a Cuba, que “enfrenta grandes desafios”, disse o presidente chinês, Xi Jinping, no final de um encontro com o seu homólogo cubano, Miguel Díaz-Canel, que estava em Pequim vindo de Moscovo.

Xi garantiu que, independentemente da situação internacional, a China não vai mudar a política de amizade com Cuba ou a vontade de trabalhar com Havana para, segundo revelam os jornais chineses.

Díaz-Canel agradeceu o esforço do anfitrião e não se furtou ao auxílio de um país que tem um largo historial de encontros e desencontros com Cuba. Depois da revolução de 1959, a linha pró-chinesa, protagonizada pelo argentino Ernesto Che Guevara, acabaria por perder para a orientação pró-soviética, a de Fidel Castro, mas a China nunca deixou de apoiar Cuba.

Díaz-Canel, que chegou esta madrugada à China para uma visita oficial de dois dias, falou sobre a crise económica no seu país e indicou que conta com o “apoio de países amigos como a China”.

Díaz-Canel aterrou na China vindo de Ancara e depois de ter estado na Argélia e na Rússia.

Cuba foi, em 1960, o primeiro país latino-americano a estabelecer relações diplomáticas com a República Popular da China, fundada em 1949. Pequim tem tradicionalmente apoiado Havana em fóruns internacionais como as Nações Unidas, nos quais pediu o levantamento do embargo norte-americano.

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