China Mobile celebra contrato para rede 5G e privilegia Huawei e ZTE

A Nokia, reconhecida fabricante de telemóveis da Finlândia, foi completamente excluída do contrato, informou o Beijing News citado pelo Expansión. A Huawei recebeu 57,3% do valor dos contratos em 28 províncias, enquanto que a ZTE reivindicou 28,7%.

Aquela que é a maior operadora de telecomunicações do mundo, a China Mobile, celebrou o contrato de 5G no valor de 4,8 mil milhões de euros com algumas fabricantes de telemóveis, dando prioridade à Huawei e à ZTE, ambas chinesas, que recebem 86% da quantia, enquanto que a Ericsson, a única estrangeira no negócio, recebe 11,5% e a China Information Communication os restantes 2,6%, segundo o “Expansión”.

A China Mobile, maior operadora de telecomunicações do mundo em termos de clientes contabiliza 942 milhões de utilizadores, concedeu a grande maioria do seu novo contrato para redes 5G no valor de 37,1 bilhões de yuans, cerca de 4,8 mil milhões de euros, a dois grandes grupos chineses – Huawei e ZTE, que receberam 86% do total. A Ericsson ganhou 11,5% do contrato e outro grupo chinês mais pequeno, a China Information Communication Technologies, 2,6%.

A Nokia, reconhecida fabricante de telemóveis da Finlândia, foi completamente excluída do contrato, informou o Beijing News citado pelo Expansión. A Huawei recebeu 57,3% do valor dos contratos em 28 províncias, enquanto que a ZTE reivindicou 28,7%.

Este contrato faz parte da segunda fase do plano de lançamento da rede 5G na China pelo líder de mercado e tem como objetivo expandir a cobertura em todo o país com a implementação de 232 mil estações-base.

Na primeira licitação, realizada em 2019, a China Mobile selecionou a Nokia e a Ericsson juntamente com a Huawei e a ZTE, sendo agora surpreendente a decisão de deixar o fabricante finlandês.

Quando em junho de 2019, a Nokia recebeu 12% do contrato de dispositivo da entidade de gerenciamento de mobilidade e 9% de uma licitação de evolução da arquitetura do sistema, partes-chave da rede principal 5G da China Mobile, a operadora sublinhou que continuaria a operar com fornecedores nacionais e internacionais, apesar das sanções impostas à Huawei pelos Estados Unidos.

A Nokia, tem vindo a lutar para expandir a participação no mercado asiático, mas a receita do quarto trimestre de 2019 respeitante a essa região caiu 25% no comparativo anual, 469 milhões de euros.

No início de fevereiro, a empresa disse que excluiu o mercado asiático e a China das suas perspetivas  justificando que “procurar participação no mercado chinês apresenta desafios significativos de lucratividade e a região possui uma dinâmica de mercado única”.

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