China “queimou” 25% das suas reservas de divisas a defender o yuan

As reservas de moeda estrangeira no banco central da China registam a maior queda desde Janeiro e acumulam cinco meses de baixa. São 3.050 mil milhões de dólares quando em 2014 eram de 4.000 milhares de milhões de dólares.

Petar Kujundzic/Reuters

A reserva de divisas estrangeiras da China, a maior do mundo, em novembro sofreu sua maior queda desde janeiro e situou-se em 3.050 millhares de milhões de dólares (2.840 milhares de milhões de euros) uma queda de 2,29%, o equivalente a 69.000 milhões de dólares, face a outubro. Enquanto isso, o yuan continua em mínimos de oito anos, e os esforços para apoiar a moeda podem estar por trás desta nova queda das reservas.

De acordo com dados divulgados hoje pela Administração Estatal de Câmbio, Novembro foi o quinto mês consecutivo em que diminuíram os depósitos em moeda estrangeira no Banco Popular da China.

A reserva de divisas da segunda maior economia mundial, que eram no início de 2016 de 3.230 milhares de milhões de dólares, foi diminuindo ao longo do ano 180.000 milhões de dólares, uma queda de 5,57%. Isto significa que China queimou quase um quarto das suas reservas de divisas desde o seu máximo de 4.000 milhares de milhões de dólares em junho de 2014.

Em causa está a intervenção para travar a desvalorização do yuan. Embora as autoridades chinesas não dêem nenhuma explicação para a flutuações nas reservas cambiais, os analistas atribuem o declínio ao facto de ter sido usado pelo banco central moeda estrangeira para comprar yuan, intervindo no mercado interbancário para estabilizar o valor da sua moeda, o yuan, cada vez mais desvalorizado em relação ao dólar.

A taxa de câmbio da moeda chinesa face ao dólar dos EUA tocou em novembro o seu nível mais baixo desde 2008: 6,91 yuan por dólar, embora hoje a moeda asiática tenha valorizado ligeiramente. O seu preço de referência hoje foi de 6,88 yuan por dólar.

Os analistas dizem que o baixo valor do yuan frente ao dólar impulsionou em novembro  “provavelmente” o maior episódio de saídas de capital desde o começo do ano.

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