China quer criar mega banco de investimento para competir com gigantes de Wall Street

O regulador chinês do mercado de capitais já disse querer criar bancos de investimento do “tamanho de porta-aviões”. As autoridades chinesas estão a apoiar fusões dentro da indústria e a promover a internacionalização de bancos.

A China quer criar um mega banco de investimento para competir com os gigantes da Wall Street, como o Goldman Sachs. Para alcançar este objetivo, decisores políticos e reguladores preparam-se para apoiar fusões no setor e promover a internacionalização de bancos de investimento chineses, de acordo com a Bloomberg.
Esta medida pode ajudar estas instituições a contribuírem mais para financiar empresas, pois cerca de 75% do financiamento da economia chinesa em 2018 teve origem em empréstimos bancários.

Neste sentido, o regulador chinês do mercado de capitais (CSRC, na sigla em inglês) disse que queria criar bancos de investimento do “tamanho de porta-aviões”. A CSRC disse em novembro que quer apoiar fusões dentro da indústria, para reforçar capital, expandir os serviços que oferecem e promover a “internacionalização”, segundo a Bloomberg.

Para ter uma ideia da diferença, é preciso juntar os 131 corretores que existem na China para alcançar o mesmo nível de ativos detido pelo Goldman Sachs.

A Bloomberg dá o exemplo de vários bancos de investimento chineses que têm tentado abrir caminho no estrangeiro, incluindo o Haitong que comprou o português BESI em 2014.

Entre os vários exemplos dados – incluindo o Haitong, a CLSA de Hong Kong, e a Citic -, a Bloomberg destaca que o China International Capital Corp foi o que teve mais sucesso. A intenção de Pequim já está a provocar uma onda de fusões no setor, a começar pela Citic Securities.

O país vai abrir na totalidade a sua indústria financeira no valor de 45 biliões de dólares (40,53 biliões de euros) a instituições estrangeiras no próximo ano.

As alterações nas regras implicam que empresas estrangeiras vão poder deter empresas financeiras chinesas a 100%. Atualmente, gigantes como o UBS Group, JPMorgan Chase ou Nomura Holdings já detêm participações em companhias financeiras chinesas.

O mercado financeiro chinês gera nove mil milhões de dólares (8,1 mil milhões de euros) em lucros por ano. A abertura total do mercado deverá atrair outros gigantes de Wall Street como o Goldman Sachs ou o Morgan Stanley.

“Comparados com bancos domésticos, seguradoras ou os seus homólogos internacionais, os corretores chineses são muito pequenos para interpretar um papel significativo nos mercados financeiros. O desenvolvimento do mercado de capitais do país pede por um peso pesado”, disse à Bloomberg Jiang Zhongyu, analista da Essence Securities.

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