China vai aumentar consumo de petróleo em 2023, prevê OPEP

Alívio das medidas anti-Covid vai provocar um aumento do consumo de petróleo, um sinal de aceleração da atividade económica.

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) prevê que a China aumente o seu consumo de petróleo este ano com o alívio das restrições Covid-zero, um sinal de que o Império do Meio vai aumentar a sua atividade económica.

“O consumo de petróleo na China está a caminho de recuperar devido ao alívio recente das medidas Covid-19”, segundo a organização que espera que o consumo chinês aumente em mais de 500 mil barris diários este ano, depois do primeiro recuo em anos ter sido registado em 2022 devido às medidas anti-pandemia.

A organização prevê que a procura de petróleo este ano aumente em 2,2% para mais 2,22 milhões de barris por dia, mantendo a sua previsão anterior.

Os economistas da organização preveem um crescimento da economia mundial em 2022 de 3% e de 2,5% em 2023.

“Apesar de se prever que o momento de crescimento continue ao longo de 2023, a economia mundial vai continuar a navegar através de muitos desafios, devido à inflação elevada, aperto monetário pelos grandes bancos centrais mundiais e elevados níveis de dívida soberana em muitas regiões. Mais os riscos e incertezas geopolíticas e relacionadas com a Covid-19 podem acarretar riscos em algumas economias”, segundo o relatório da OPEP hoje divulgado.

A produção nos estados-membros da OPEP subiu entre novembro e dezembro em 91 mil barris diários para 28,97 milhões de barris diários, apesar dos cortes prometidos em novembro, de menos dois milhões de barris diários.

O contributo para a subida mensal teve origem na Nigéria, que produz 1,27 milhões de barris/dia, mas abaixo da sua quota de 1,74 milhões de barris/dia.

Entre os países que aumentaram a sua produção, encontram-se Angola (+42.000 barris/dia), Irão (+ 9.000 barris/dia), Líbia (mais 17.000 barris/dia), Arábia Saudita (+4.000 barris/dia) e a Venezuela (+13.000 barris/dia).

A liderar os países com maiores perdas, encontram-se o Kuwait (-35.000 barris/dia), Congo (-18.000 barris/dia) e a Argélia (-11.000 barris/dia).

A Arábia Saudita liderou a produção com 10.478 milhões de barris diários produzidos.

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