Chineses da CEFC escolhem Portugal para sede na Europa

A China Energy Company Limited que vai ficar com 60% da Montepio Seguros através de um aumento de capital de 150 milhões de euros, quer criar em Portugal a sua sede para a Europa, soube o Jornal Económico.

Cristina Bernardo

Aproveitando a compra da maioria da holding de seguros da Associação Mutualista Montepio, os chineses preparam-se para montar cá a sua sede europeia no sector energético.

O acordo assinado no passado dia 28 de novembro prevê que o grupo CEFC passe a deter uma posição maioritária na Montepio Seguros (a ‘holding’ da Associação Mutualista Montepio Geral que detém as seguradoras do grupo Montepio, a Lusitânia e N Seguros), passando a controlá-la.

Segundo soube o Jornal Económico, a Futuro, Sociedade Gestora de Fundos de Pensões não entra na operação.

O acordo foi assinado na cidade chinesa de Xangai, entre o vice-presidente do CEFC, Wu Hongbing, e o presidente executivo da Lusitânia, Fernando Nogueira, mas a sua efectivação depende ainda da autorização dos reguladores. Segundo o Negócios, o presidente da Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF) já tem na sua posse um pedido de não oposição à entrada dos chineses no capital das seguradoras. Oficialmente não foi divulgado o montante do aumento de capital nem a posição minoritária que a Associação Mutualista pretende ter na Montepio Seguros.

Fontes próximas do processo dizem que é intenção da associação dona do banco Caixa Económica Montepio Geral manter uma posição minoritária na holding que detém as três seguradoras.

A CEFC não é a única companhia chinesa a comprar seguradoras em Portugal. A China Energy Conservation and Environmental Protection Group, uma empresa pública dedicada à poupança energética, à protecção do ambiente, à reciclagem de recursos e ao desenvolvimento e utilização de energia limpa, comprou a Groupama e aguarda autorização do regulador do setor. A Fidelidade foi também comprada por um grupo chinês Fosun. As seguradoras, por causa da área de gestão de ativos, são empresas muitos apetecíveis para entidades com ambições expansionistas.

Artigo publicado na edição digital do Jornal Económico. Assine aqui para ter acesso aos nossos conteúdos em primeira mão.

Recomendadas

Sete bancos lucraram dois mil milhões até setembro, mais 71% do que no período homólogo

Os lucros dos sete maiores bancos – Caixa Geral de Depósitos, BCP, Novobanco, Santander Totta, BPI, Crédito Agrícola e Banco Montepio somam 2.006,3 milhões de euros até setembro deste ano, o que compara com um valor de 1.172 milhões nos nove meses do ano passado. O que significa que os lucros dos sete bancos cresceram 71,2%.

Bankinter é mecenas da exposição “Faraós Superstars” na Fundação Gulbenkian

A exposição “Faraós Superstars” pretende fazer uma reflexão sobre a popularidade dos faraós, reunindo 250 peças de importantes coleções europeias, provenientes de diferentes períodos históricos, desde antiguidades egípcias, passando pelas iluminuras medievais e pintura clássica até à música pop.

PremiumMapfre “atentíssima” à Fidelidade ou a seguradoras em crise

Há seguradoras com debilidades em Portugal, pressionadas pelo ramo automóvel, que estão na mira da Mapfre. O grupo admite crescer através da aquisição destas entidades, mas também não descarta olhar para a Fidelidade caso a Fosun decida vender.
Comentários