Ciberataques contra organizações turísticas aumentaram 60%. Conheça 10 dicas para se proteger

Aumentou 60% o número médio global de ataques contra organizações do setor turístico e lazer no mês de junho, em comparação com o período homólogo, de acordo com o último Threat Intelligence Report da Check Point Research.

Chegou o verão e, com ele, aqueles que são sempre os melhores meses do ano para o setor do turismo e lazer em Portugal. Por outro lado, chegam também os ciberataques a organizações deste ramo, com um aumento de 60% em junho, comparativamente com o mesmo mês do ano passado. Os dados são do mais recente Threat Intelligence Report da Check Point, fornecedor de soluções de cibersegurança a nível global.

Esta é, para muitos, a primeira época de férias longe de casa, pelo que a falta de cuidados por parte dos viajantes poderá ser maior e os cibercriminosos tentarão aproveitar-se.

No período entre maio e agosto de 2021 o número de ataques aumentou 73% e o relatório citado estima que este ano se registe um pico semelhante. A principal tendência é a imitação de marcas reconhecidas para ataques de ‘phishing’ dirigidos a quem procura ofertas de viagens, hotéis e atrações turísticas. Um descuido numa situação como esta pode levar ao roubo de credenciais e a perdas financeiras.

No caso de pessoas que aproveitam as férias para trabalhar no computador portátil, smartphone ou tablet, a falta de proteção destes dispositivos pode permitir aos atacantes acederem facilmente às redes empresariais. Estas tornam-se também mais vulneráveis durante o verão, assim como aos fins de semana e feriados, já que as equipas de cibersegurança estarão a trabalhar a níveis reduzidos.

A Check Point aponta 10 dicas que poderão ser dicas para os consumidores irem de férias em segurança durante os meses de verão.

  1. Cuidado com as redes Wi-Fi públicas. Estas podem representar riscos de segurança e os oportunistas aproveitam para tirar partido, roubando as credenciais dos utilizadores. Se precisar de se ligar, não aceda a dados sensíveis;
  2. Quem estiver ao seu lado pode estar a olhar por cima do ombro enquanto verifica detalhes do seu cartão de crédito ou para lhe ficar com os dados de acesso às redes sociais. Pode ser importante o uso de um protetor de ecrã por questões de privacidade e segurança.
  3. Cautela com os sites onde marca as suas viagens. O cibercrime pode começar por aí, com sites fraudulentos. Mantenha-se atento aos sites semelhantes e domínios que parecem iguais (mas não o são). Investigue as empresas antes de qualquer transação e utilize o cartão de crédito em vez do cartão de débito;
  4. Esteja alerta para os erros ortográficos e frases que incitem a ações rápidas. Os ciberatacantes podem tirar partido da falta de atenção dos consumidores ao detalhe.
  5. Não partilhe as suas credenciais. O roubo destas é precisamente uma das origens do cibercrime. Desconfie sempre que lhe forem pedidos detalhes de acesso.
  6. Desative a conexão automática a redes Wi-fi/Bluetooth. Esta é uma ferramenta que, quando ativada, pode ajudar os os ciberpiratas a acederem aos dispositivos que lhe pertencem.
  7. Utilize autenticação multifator. Esta permite garantir que é a única pessoa que acede a serviços importantes que, por exemplo contenham dados confidenciais. Caso alguém tente iniciar sessão, o utilizador será informado.
  8. Descarregue as ‘patches’ de segurança mais recentes em todos os seus dispositivos. Deste modo, estarão atualizados com as condições de segurança contra as ameaças mais recentes.
  9. O cibercrime molda-se às tendências mais recentes. Informe-se, de forma a estar a par das mesmas, para correr menos riscos de cair numa armadilha.
  10. Cuidado com as caixas de multibanco. Evite levantar dinheiro nas caixas automáticas. Estas são uma forma de os hackers roubarem credenciais de acesso de cartões nas caixas ATM autónomas. Se tiver que utilizar uma, use uma máquina bancária oficial e proceda ao levantamento no interior do banco.
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