Cibersegurança no sector financeiro. “A sustentabilidade dos riscos tem a ver com a preparação”

Durante o fórum dedicado à cibersegurança organizado pelo Jornal Económico, a head of IT da Fidelidade, considerou que a sustentabilidade dos riscos está diretamente relacionada com a preparação, defendendo um maior investimento por parte das empresas na formação e na preparação das suas equipas.

Teresa Rosas, head of IT da Fidelidade, considera que a sustentabilidade dos riscos está diretamente relacionada com a preparação, defendendo um maior investimento por parte das empresas na formação e na preparação das suas equipas.

“Cada vez mais percebemos que a sustentabilidade dos riscos tem a ver com a preparação. Temos vindo a fazer esse papel em praticamente todas as linhas em que atuamos”, considerou a responsável no primeiro fórum dedicado à cibersegurança organizado pelo Jornal Económico, que decorre no auditório do Edifício Quelhas, no Instituto Superior de Economia e Gestão da Universidade de Lisboa (ISEG) esta terça-feira, 19 de abril.

Teresa Rosas atribui ao sector dos seguros “o papel maior” da criação de consciência: “As seguradoras têm também um papel muito importante na tomada de consciência do risco”.

O contra-almirante António Gameiro Marques, diretor-geral do Gabinete Nacional de Segurança, mencionou o papel do organismo governamental na formação de profissionais na área de cibersegurança.

“No ano passado, formámos 44 mil pessoas”, excluindo os participantes em formações dadas nas empresas, disse, acrescentando que o Gabinete Nacional de Segurança vai contratualizar com universidades e politécnicos do país para uma série de formações em cibersegurança.

Seguindo a linha de debate sobre a formação, Paulo Figueiredo, CTO do Banco Big, explicou que a instituição bancária olha para formação como um elemento essencial a resiliência no grupo.

“Existem tecnologias que mudam as regras do jogo. Alguns dos ataques sao feitos por sistemas de AI com base em agentes que aprendem com a interação com o mundo externo. Tem de existir inteligência humana por detrás. Mas é outro nivel de complexidade. Estamos a conseguir acrescentar valor em termos de perceção e atuação na segurança. Um pequeno alerta é tratado imediatamente e com o máximo rigor possível”, explicou.

Paulo Figueiredo alerta para o aumento da frequência destes ataques e para a importância de contrariar a normalização desta realidade.

“O mundo mudou e nós infelizmente enquanto sociedade só nos apercebemos disso quando algo de muito grave acontece”, afirmou, defendendo o trabalho em rede entre organizações.

Nelson Ferreira, Portugal Branch Manager head of Financial Lines da AIG, considera que os ataques são indiscriminados e que visam somente obter dados e informação.

“O mundo tem estes riscos. Enquanto seguradora, vemos este tipo de ataques em qualquer empresa. Não existe um alvo preferido”, afirmou, sublinhando que o “fator da segurança e da cultura que as empresas têm vai influenciar o mercado de investimento”.

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