Cientistas portugueses criam um novo conversor que gera electricidade a partir da energia das ondas

Neste momento, o REEFS já está protegido por uma patente internacional, mas não deve chegar ao mercado tão cedo.

Jeremy Bishop/Unsplash

A história da energia das ondas em Portugal começou em 2008, com a instalação do Aguçadoura Wave Park, ao largo da Póvoa do Varzim; em quase quinze anos houve mais alguns projectos do género, mas sem grande sucesso comercial.

Agora, em 2022, uma equipa de cientistas da Universidade de Coimbra (UC) podem voltar a pôr esta forma de energia renovável no “mapa”, com o desenvolvimento de um «dispositivo inovador para produção de energia a partir das ondas».

O REEFS (Renewable Electric Energy From Sea – energia eléctrica renovável a partir do mar) é o resultado de oito anos de investigação e tem um conceito diferente do que estava na Aguçadoura.

Em vez de geradores que se pareciam com serpentes, o projecto da UC tem como base um sistema «costeiro modular que fica totalmente submerso, invisível à superfície do mar» e «apoiado em pilares», explica José Lopes de Almeida, líder da equipa que criou o REEFS, que conta ainda com Daniel Oliveira, Aldina Santiago, Fernando Seabra Santos e Maria Constança Rigueiro.

Contudo, a forma de aproveitar as ondas para gerar energia acaba por ser semelhante ao de Aguçadoura: «O que o dispositivo faz é transformar o movimento alternado das ondas do mar num fluxo de água contínuo no interior do conversor REEFS».

©Universidade de Coimbra | Daniel Oliveira, Aldina Santiago e José Lopes de Almeida são três dos cinco cientistas que desenvolveram o REEFS.
Este movimento vai, depois, accionar «turbinas de ultrabaixa queda», um recurso que já existia e que era aplicado em «aproveitamentos mini-hídricos. Segundo José Lopes de Almeida, este sistema tornou-se «competitivo em termos comerciais», pelo que também contribuiu para que o investimento na implementação possa ser mais acessível.

Neste momento, o REEFS já está protegido por uma patente internacional, mas não deve chegar ao mercado tão cedo: «Para chegar à fase comercial, o dispositivo tem de ser optimizado e testado a escalas sucessivamente maiores até instalarmos um projecto-piloto no mar, só depois é que poderemos passar à fase de comercialização da tecnologia», assume José Lopes de Almeida.

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