Cimpor investe 100 milhões de euros para reduzir em 37% emissões de CO2 até 2030

Medida faz parte da estratégia ambiental da empresa através da criação de projetos de I&D e modernização de ativos industriais e prevê aumentar a substituição de combustíveis fósseis por fontes alternativas de energia, dos atuais 30% para 70%.

A Cimpor vai investir 100 milhões de euros com o objetivo de reduzir em 37% as emissões de C02 até 2030. Em comunicado divulgado esta segunda-feira, 14 de dezembro, o grupo cimenteiro indica que esta é uma medida que se enquadra no plano de transição para uma economia neutra em carbono, que deverá ocorrer a meio deste século.

Este valor será utilizado na criação de projetos de I&D e modernização de ativos industriais, sendo que a empresa prevê aumentar a substituição de combustíveis fósseis por fontes alternativas de energia, dos atuais 30% para 70%, de forma a evitar o aterro e o uso de combustíveis fósseis convencionais.

Para reduzir o impacto para o ambiente da produção, a Cimpor vai também diminuir a incorporação de clínquer, uma componente essencial na produção de cimento que mais CO2 emite (de 78% para 62,5%) até 2030. Uma medida que segundo a empresa, irá contribuir para uma carteira de produtos com uma menor pegada de carbono.

Ao nível do consumo de energia termoelétrica, o grupo vai ainda investir em energias renováveis (painéis fotovoltaicos) e equipamentos de recuperação de calor residual de processo para a produção de energia elétrica, que vai possibilitar a redução em regime de auto-geração para consumo próprio, de 30% das necessidades energéticas das unidades de produção.

Luís Fernandes, CEO da Cimpor Portugal e Cabo Verde, explica que o grupo tem vindo “a percorrer um importante caminho no sentido da neutralidade carbónica, mas podemos, e devemos, fazer ainda mais”, sendo que a meta definida para 2030, “permite-nos estar confiantes de que os processos e medidas que adotamos na produção dos nossos produtos se vão tornar num novo benchmark para a indústria cimenteira”.

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