“Cinco anos garantidos” de Web Summit em Portugal, afirma presidente da AICEP

A primeira edição da cimeira global no país decorreu em novembro, com contrato assinado previsto para três anos, com a opção de continuar mais dois, mas Miguel Frasquilho acredita “que a Web Summit vai estar em Portugal muito mais do que os cinco anos”.

Cristina Bernardo

A Web Summit está garantida em Portugal pelo menos cinco anos, afirmou Miguel Frasquilho, presidente da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), na esperança de que o país se torne um “hub tecnológico”.

“Posso dizer-lhe que os cinco anos estão garantidos e eu tenho um feeling de que a Web Summit vai estar em Portugal muito mais do que os cinco anos que estão garantidos”, referiu o responsável, em entrevista à Lusa, acrescentando que “vai ser um evento que vai perdurar no tempo em Portugal. Diria que a Web Summit encontrou em Portugal a sua casa”, o que tem “um valor incalculável”.

Foi, também, referido, pelo presidente, que “o impacto direto [do evento] terá sido entre 150 e 200 milhões de euros e isso beneficiou toda a economia [portuguesa] neste último trimestre do ano, mas esse nem sequer é o impacto que interessa”, destacando a importância dos contactos realizados, durante a cimeira, pelas 1 500 startups participantes, das quais mais de 10% foram portuguesas, para encontrar investimento.

A cimeira “coloca Portugal, definitivamente, no topo do mundo tecnológico”, salientou, contando a história de que o anúncio da vinda da Web Summit para Portugal, em setembro de 2015, aconteceu “precisamente e por coincidência” na mesma semana em que a AICEP abriu a delegação de São Francisco, onde grandes tecnológicas estão sediadas.

Questionado sobre qual foi o maior sucesso durante o seu mandato à frente da AICEP, Miguel Frasquilho destacou a cimeira global. “Foi um acontecimento que marcou este meu mandato à frente da AICEP, foi o maior evento alguma vez realizado em Portugal, diria que só ombreia com o Euro2004 e com a Expo98, mas aqui com uma vantagem para a Web Summit”, já que este “é um evento que não se esgota num ano”, respondeu.

De acordo com presidente da AICEP, a vinda da Web Summit para Portugal foi uma conquista que envolveu um conjunto importante de pessoas, entre os quais o embaixador de Portugal na Irlanda, Bernardo Futscher Pereira, o administrador executivo da AICEP, Luís Castro Henriques, e o assessor da AICEP, Artur Alves Pereira, o qual fez todas as ligações durante o processo.

Miguel Frasquilho salientou, também, o papel de Paulo Portas, antigo vice-primeiro-ministro, de Leonardo Mathias, ex-secretário de Estado, de Fernando Medina, presidente da Câmara de Lisboa, do Turismo de Lisboa e do Turismo de Portugal para que o evento se realizasse no país.

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