Uma em cada cinco famílias “perde” as crianças no Natal

Em Portugal, 18% das famílias já perderam, pelo menos uma vez, uma criança na época de Natal. Os centros comerciais e as praças públicas são os lugares mais preocupantes.

Não será necessário lembrar os consumidores de que a época natalícia é sinónimo de enchente em zonas de comércio tradicional e nos shoppings. E aqueles que são pais? Estão conscientes de que a ida às compras pode tornar-se numa dor de cabeça ainda maior?

Ao que um estudo da Jetcost apurou, cerca de uma em cada cinco famílias portuguesas perde de vista as crianças durante as férias de Natal. As conclusões do motor de pesquisa de voos e hotéis indicam ainda que num período de aproximadamente seis minutos as famílias voltam a encontrar os mais pequenos.

Questionados sobre se alguma vez “perderam” crianças, por um curto período de tempo, durante as suas férias de Natal, 18% dos três mil inquiridos de diferentes nacionalidades anuíram.

De acordo com um porta-voz da Jetcost, torna-se difícil olhar pelas crianças “24 horas por dia durante as férias” e ainda mais quando se trata de “fazê-lo em lugares onde há muita gente a fazer as últimas compras de Natal”.

“Nas festas de passagem de ano que se realizam nas praças de algumas cidades a atenção deve ser redobrada”, alerta o responsável, acrescentando que a principal recomendação destina-se àqueles que pretendam fazer compras em centros comerciais: os pais que queiram estar mais descansados, podem deixá-los nos parques infantis que vários shoppings disponibilizam.

Em que circunstâncias?

  • Num centro comercial
  • No mercado da cidade ou da vila
  • Durante a saída de um espetáculo
  • Num parque temático natalício
  • No hotel onde estavam de férias

Em que países?

  • Espanha (22%)
  • Itália (20%)
  • Alemanha (19%)
  • Portugal (18%)
  • Reino Unido (16%)
  • França (12%)

Para procurar as crianças ‘perdidas’, 65% dos inquiridos nesta investigação, com mais de 18 anos e com um ou vários filhos entre os três e os dez anos de idade, solicitaram ajuda a familiares ou amigos, 40% não hesitaram em pediu auxílio a estranhos e 12% avisaram a polícia ou funcionários do local.

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