Cinco regiões do Centro juntas para alavancar investimento de 15 milhões

As Comissões Vitivinícolas de Lisboa, Tejo, Beira Interior, Bairrada e Dão firmaram um acordo de cooperação para valorizar a fileira do vinho.

Benoit Tessier/Reuters

Cinco CVR – Comissões Vitivinícolas Regionais portuguesas formalizaram esta semana uma acordo inédito de cooperação e associação para contribuir para a valorização económica da cultura do vinho em Portugal, cujas exportações no ano passado atingiram um novo máximo histórico, ascendendo a 737,3 milhões de euros.

O protocolo foi celebrado na passada segunda-feira, em Coimbra, e reuniu cinco CVR da Região Centro do País: Lisboa, Tejo, Dão, Beira Interior e Bairrada. Além destas cinco CVR, estão envolvidas neste projeto – designado Programa Estratégico de Apoio à Fileira do Vinho na Região Centro – a CCDR – Comissão de Coordenação da Região Centro, o Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária (INIAV) e os Institutos Politécnicos de Castelo Branco e de Viseu.

O projeto de cooperação entre estas cinco CVR abrange três eixos fundamentais: viticultura e enologia, certificação de qualidade e promoção e valorização dos territórios onde se cultiva a vinha em Portugal. Está já assegurado um investimento público de cerca de 3,5 milhões de euros para este projeto. “Este é um projeto financiado pelos programa comunitários Centro 2020 e Portugal 2020. A gestão do projeto será da responsabilidade da CVR Lisboa. Está previsto que esta iniciativa vá alavancar investimentos privados no montante de cerca de 15 milhões de euros, apenas nas vinhas, sem contar com o impacto que pode ocorrer na área do enoturismo”, disse Vasco d’Avillez, presidente da CVR Lisboa, durante a apresentação deste projeto de cooperação da fileira do vinho da Região Centro de Portugal.

O presidente da CVR Lisboa adiantou que no âmbito desta parceria já foram constituídas cinco redes de inovação. Duas delas irão dedicar-se ao estudo comparativo das castas autóctones nas regiões do Dão e da Beira Interior. Uma terceira rede de inovação irá fazer o estudo de avaliação do comportamento agronómico e enológico das castas autóctones que poderão ter mais potencial interesse para a região de Lisboa.

Foram ainda criadas mais duas redes: para a inovação e sustentabilidade do vinho espumante e para a otimização do processo de envelhecimento da aguardente vínica DOP [Denominação de Origem Protegida] da Lourinhã. As cinco CVR envolvidas neste projecto também já decidiram ter uma participação conjunta no SISAB – Salão internacional dos Setores da Alimentação e Bebidas, nas edições de 2017 e de 2018, assim como nas próximas Jornadas de Enoturismo.
Segundo explicou Vasco d’Avillez na apresentação do programa de cooperação destas cinco CVR, a Região Centro é responsável por cerca de 37% da área total da vinha existente em Portugal e por 35% da produção de vinho nacional. Em termos de volume de exportações, exporta entre 40% e 50% da sua produção, consoante as diferentes regiões em análise.

No ano passado, Portugal produziu sete milhões de hectolitros de vinho, ou seja, 700 milhões de litros. Destes, cerca de quatro milhões de hectolitros foram consumidos internamente, tendo os restantes três milhões de hectolitros de vinho sido dirigidos diretamente para a exportação. Desta forma, Portugal manteve-se como o nono maior exportador de vinho a nível mundial, seguido de muito perto pela Argentina.

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