CIP apoia ‘Green Deal’ mas lança alertas

A CIP – Confederação Empresarial de Portugal apoia o ‘Green Deal’, Pacto Ecológico Europeu, publicado hoje, dia 11 de dezembro, pela Comissão Europeia, mas avisa que o sucesso desta iniciativa depende de um pré-requisito, a adoção de uma forte estratégia industrial. “A Comissão Europeia publicou hoje o Pacto Ecológico Europeu, o Green Deal. A CIP […]

Cristina Bernardo

A CIP – Confederação Empresarial de Portugal apoia o ‘Green Deal’, Pacto Ecológico Europeu, publicado hoje, dia 11 de dezembro, pela Comissão Europeia, mas avisa que o sucesso desta iniciativa depende de um pré-requisito, a adoção de uma forte estratégia industrial.

“A Comissão Europeia publicou hoje o Pacto Ecológico Europeu, o Green Deal. A CIP – Confederação Empresarial de Portugal acompanha a ambição da Comissão de colocar a Europa no caminho de um futuro sustentável. As empresas portuguesas estarão disponíveis para desempenhar o seu papel que é essencial para o sucesso deste Pacto”, assegura a instituição liderada por António Saraiva.

Segundo esse documento, “o ‘Green Deal’ é uma iniciativa importante para a proteção do planeta e para o posicionamento da Europa num caminho de futuro sustentável”, acrescentando que “a questão não é se essa transformação da sociedade é necessária, mas como a tornaremos bem sucedida.

“As 114 mil empresas que a CIP representa em Portugal são essenciais para esse sucesso. No entanto, apenas empresas competitivas e geradoras de riqueza estarão em condições de trazer soluções tecnológicas e de sustentar o nível de emprego, garantindo essa criação de valor”, alerta o referido comunicado.

A CIP defende que “um forte pilar económico é, portanto, um pré-requisito e a única forma de garantir que esta transição não leve à desindustrialização e à destruição de emprego”.

“Será essencial consubstanciar o ‘Green Deal’ a uma forte estratégia industrial que mobilize as centenas de milhares de milhões de euros necessários ao seu sucesso. Estamos prontos para trazer soluções e trabalhar com o Governo português e, com a BusinessEurope, com o novo colégio de Comissários, para que esta agenda profundamente transformadora seja um êxito do ponto de vista económico, social e ambiental”, conclui a CIP.

 

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