Clara Raposo renuncia à presidência da Greenvolt (com áudio)

A renúncia surge depois de ter sido indigitada para o Banco de Portugal. Clementina Barroso sucede no cargo.

A Greenvolt anunciou esta terça-feira que Clara Raposo renunciou ao cargo de presidente do conselho de administração da empresa, depois de ter sido indigitada para o Banco de Portugal, escolhendo Clementina Barroso para lhe suceder.

Assim, a Greenvolt veio “informar sobre a renúncia apresentada, na presente data” por “Clara Patrícia Costa Raposo aos cargos de presidente do Conselho de Administração e de presidente da comissão de apoio ao Conselho, Comissão de Auditoria, Risco e Partes Relacionadas, por motivos de conflito com novas funções de interesse público a serem exercidas pela senhora presidente cessante”, segundo um comunicado.

Em outra nota, a empresa adiantou ainda que o seu Conselho de Administração aprovou “com sujeição a ratificação na próxima Assembleia Geral de Acionistas nos termos legais aplicáveis, para preenchimento da vaga em aberto relativa ao mandato em curso 2021-2023, a cooptação, como vogal do Conselho de Administração” de “Maria Joana Dantas Vaz Pais, e a designação” de “Clementina Maria Dâmaso de Jesus Silva Barroso como presidente do Conselho de Administração”.

No dia 16 de setembro, um comunicado do Ministério das Finanças anunciou que “para a administração do Banco de Portugal [BdP] foram indicados como vice-governadores Clara Patrícia Costa Raposo, atual presidente do ISEG Lisbon School of Economics, e Luís Máximo dos Santos, propondo-se a sua recondução no cargo”.

A Greenvolt registou, nos primeiros nove meses do ano, lucros de 16,8 milhões de euros, mais do triplo do registado em igual período do ano passado, indicou hoje o grupo, em comunicado.

Na mesma nota, o grupo referiu que “o resultado líquido atribuível à Greenvolt cresce 241% para 16,8 milhões de euros no acumulado do ano, beneficiando do segmento de biomassa e o contributo positivo do segmento de ‘utility scale'”.

A empresa revelou ainda que as suas “receitas ascenderam a 195,2 milhões euros nos primeiros nove meses do ano (aumento de 134%)” e “o EBITDA [resultado antes de impostos, juros, depreciações e amortizações] ascendeu a 74,8 milhões, mais do que duplicando (+154%) face ao período homólogo”.

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