Clima económico nas empresas cai pelo segundo mês consecutivo

O indicador de confiança diminuiu na Construção e Obras Públicas, no Comércio e nos Serviços, tendo aumentado na Indústria Transformadora.

Raheb Homavandi/Reuters

O indicador de clima económico diminuiu pelo segundo mês consecutivo, fixando-se em 1,2 em novembro contra 1,3 em outubro, revelou hoje o INE. No mês de referência, o indicador de confiança diminuiu na Construção e Obras Públicas, no Comércio e nos Serviços, tendo aumentado na Indústria Transformadora.

De acordo com o relatório, “o indicador de confiança da Indústria Transformadora aumentou em outubro e novembro, verificando-se um contributo positivo de todas as componentes, perspetivas de produção, apreciações sobre a evolução dos stocks de produtos acabados e opiniões sobre a procura global, mais significativo no primeiro caso”.

O indicador de confiança da Construção e Obras Públicas diminuiu em novembro, interrompendo a trajetória positiva iniciada em julho. Este valor é “resultado da evolução negativa de ambas as componentes, perspetivas de emprego e opiniões sobre a carteira de encomendas”.

O indicador de confiança do Comércio diminuiu nos dois últimos meses, após ter aumentado desde abril, refletindo, em novembro, “o contributo negativo do saldo das opiniões sobre o volume de vendas e das apreciações sobre o volume de stocks”.

O indicador de confiança dos Serviços também diminuiu em outubro e novembro, devido ao agravamento de todas as componentes, opiniões e perspetivas sobre a evolução da carteira de encomendas e apreciações sobre a atividade da empresa.

Recomendadas

CMVM: “É notório o crescimento da divergência dos padrões de poupança das famílias portuguesas”

“A poupança de longo prazo exige disciplina e empenho além de, naturalmente, um nível de rendimento que permita poupar. Esta combinação de condições ajuda a explicar o baixo nível de poupança em Portugal e em outros países que nos são próximos”, reconhece Rui Pinto.

JE Podcast: Ouça aqui as notícias mais importantes desta terça-feira

Da economia à política, das empresas aos mercados, ouça aqui as principais notícias que marcam o dia informativo desta terça-feira.

Novobanco pesou 37,6% do dinheiro injetado pelo Estado na banca desde 2008 até 2021

A CGD beneficiou de 5.458 milhões de euros; o BES/Novobanco recebeu 8.291 milhões (valor do saldo negativo para o Estado); o BPN consumiu 6.146 milhões; o BPP beneficiou de 268 milhões e o Banif 2.978 milhões. Isto são as causas para o saldo desfavorável para o Estado que soma 22.049 milhões de euros.
Comentários