Cluster transfronteiriço aposta na biotecnologia

Até 2020 serão necessários cinco milhões de euros para lançar o projeto


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O BICMINHO e a Xunta da Galiza querem posicionar a Euro-região Norte de Portugal-Galiza à altura dos grandes polos Biotech da Península Ibérica, até 2020. A estratégia está definida e a candidatura para o Cluster Transfronteiriço ao Programa Operacional de Cooperação Transfronteiriça Espanha-Portugal (POCTEP 2014-2020) será apresentada nos próximos dias. “Trataremos de tentar conseguir apoio e fundos de Bruxelas para desenvolver a iniciativa”, diz Nuno Gomes, CEO do BICMINHO, que estima que até 2020 serão necessários cinco milhões de euros para lançar o projeto. Prevê-se que a iniciativa seja totalmente autónoma e com um retorno na casa dos 20 milhões de euros, em 2030. O CEO do BICMINHO falava no BioInvestor Day, um fórum de investimento bio que se realizou hoje, no Avepark, e que juntou nove investidores, públicos e privados de ambos os lados da fronteira, bem como a participação de Guillermo Viña, representante do IGAPE, e de Carme Pampim, Presidente da Bioga.

A sessão inseriu-se no Bio Investor Day Norte de Portugal-Galiza, a primeira de várias iniciativas previstas no acordo de principio entre o BICMINHO e a Xunta da Galicia, “uma aliança que fortalece os projetos biotecnológicos da Euro-região com o fim de criar uma massa crítica mais potente”, referiu Guillermo Vinã. O acordo contempla assim várias estratégias conjuntas de atuação e ações concertadas a realizar nos próximos meses para consolidar o desenvolvimento sustentado do lançamento do cluster transfronteiriço no setor da biotecnologia, que se espera vir a concretizar em 2016.

Na abertura da iniciativa Nuno Gomes mostrou estar bem claro que a XUNTA DA GALIZA e o BICMINHO pretendem afirmar a Euro-região como uma região com excelentes condições para atrair investimentos, nacionais e internacionais, nos setores da nano e biotecnologia. “Estamos a trabalhar para tornar a Euro-região num território com condições privilegiadas para a localização de empresas biotecnológicas, e para atrair investidores especializados nestas áreas de negócio. Temos centros de investigação de topo, empresas de referência no sector agroalimentar, ambiente, saúde e do mar. Temos de ser capazes de aproveitar estas condições e este momento histórico para criar, juntamente com a Galiza, um cluster transfronteiriço neste setor emergente chave, fundamental para construirmos, para a região do Norte e para a Galiza, um futuro suportado na inovação, na competitividade e no sucesso empresarial”, salientou o CEO do BICMINHO.

Também Carme Pampim mostrou o seu interesse em apostar neste setor, considerando ser esta ‘uma candidatura sólida e que permitirá conhecer o que de melhor se faz em outras regiões, como no Norte de Portugal’. Na sessão, a Presidente da Bioga, uma organização empresarial sem fins lucrativos que reúne as organizações integradas na cadeia de valor do setor biotecnológico e que tem a sua sede na Galiza, reforçou os laços que tem estabelecido com o BICMINHO através da realização de vários eventos com o objetivo de ‘consolidar a criação do cluster’.

O evento contou com a apresentação de projetos empresariais, previamente selecionados após um prazo de candidaturas que terminou no passado dia 27 e um período de orientação e acompanhamento técnico especializado, com o objetivo de facilitar a captação de investimento por parte de investidores e capitais de risco. Bialactis, Adapttech, Biotech Zone, Lentimed, Phytoclean, Quinta Pousada de Fora e a Stemmatters, foram as empresas presentes no evento, que apresentaram os seus projetos aos investidores presentes com o propósito de estabelecerem relações, nomeadamente à 2bpartner, Beta Capital, FAMAGROW, FNABA – Federação Nacional de Associações de Business Angels, Invicta Angels – Associação de Business Angels do Porto, Novazion, PNV Capital, VIMAANGELS e à Vigo Activo.

A Bialactis Biotech foi um dos caso de sucesso da biotecnologia. Localizada em Porto do Molle, em Nigrán (Pontevedra), a Bialactis Biotech é uma jovem empresa testemunha do potencial de negócio do setor da biotecnologia. Dedica-se à investigação, produção e comercialização de produtos probióticos para consumo humano e ‘usa a investigação e a inovação em biotecnologia para oferecer produtos e serviços que melhoram a qualidade de vida das pessoas’, o seu objetivo, como referiu Paula Dagá, representante da Bialactis, reforçando que se trabalha de forma a ‘responder às necessidades dos clientes através do estabelecimento de relações duradouras baseadas na confiança e benefício mútuo’.

Neste encontro foram igualmente apresentados os diferentes instrumentos de financiamento de projetos I + D + i para Espanha e Portugal. IGAPE, Universidade de Santiago de Compostela e BICMINHO apresentaram os principais fundos existentes aos presentes, bem como orientações válidas para os empreendedores das áreas tecnológicas com vista à valorização dos projetos de biotecnologia. O encerramento da iniciativa foi da responsabilidade de Ricardo Costa, Vereador da Câmara Municipal de Guimarães, que destacou ‘o papel crucial do BICMINHO na ligação do Município ao tecido empresarial em prol de uma economia real’.

Bioeconomia: Aposta de futuro

A Bioeconomia é um setor de elevado potencial e em forte crescimento, e de grande relevância para a melhoria competitiva da Euro-Região Norte de Portugal-Galiza, com forte influência sobre muitos sectores industriais e económicos. Segundo dados da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Económico a Bioeconomia movimenta no mercado mundial cerca de €2 triliões de euros e gera cerca de 22 milhões de empregos, assumindo-se portanto como a única economia alternativa para o século XXI para a União Europeia.

“A biotecnologia pode ser um motor de desenvolvimento regional e uma forma de evitarmos a fuga de cérebros”, considera Nuno Gomes, recentemente eleito Presidente do Bioeconomy Special Interest Group da European Business and Innovation Centre Network e nomeado Perito Externo da CCDR-N para o setor agroalimentar do Grupo de Trabalho para a Competitividade Industrial da Macrorregião RESOE.

OJE

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