CMVM: Finanças estão a fazer diligências para nomear presidente o mais rápido possível

“Sabemos que há sentido de urgência do lado do Ministério das Finanças” para nomear um novo presidente da CMVM, garantiu Rui Pinto, administrador do regulador.

Há um “sentido de urgência” no Ministério das Finanças para nomear o novo presidente da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), garantiu o regulador dos mercados esta sexta-feira, depois de Gabriel Bernardino ter renunciado ao cargo por motivos de saúde.

“Queremos passar uma mensagem de tranquilidade da nossa parte”, começou por dizer Rui Pinto, administrador da CMVM, aos jornalistas numa conferência de imprensa, notando que esta é uma “situação atípica, que não é ideal mas que é transitória”.

“Sabemos que há sentido de urgência do lado do Ministério das Finanças” e “temos estado em contacto com o secretário de Estado do Tesouro” para que esta nomeação seja feita, afirmou. O responsável salientou ainda que “estão a ser levadas a cabo diligências para que haja uma nomeação o mais rápido possível”.

Como avançou o Jornal Económico, Margarida Matos Rosa, presidente da Autoridade da Concorrência desde 2016, é um dos nomes apontados como possível solução para o regulador do mercado de capitais, após o ex-secretário de Estado do Tesouro e Presidente da Parpública Miguel Cruz ter recusado o lugar. Um nome que a administração da CMVM não quis comentar.

“Mesmo no contexto atual de um presidente demissionário, a CMVM opera de uma forma completamente normal”, pela “própria maturidade da organização, pela competência das equipas e pelo facto de haver um plano estratégico que já foi definido e apresentado”, salientou Rui Pinto. Há “alguma pressão adicional, mas estamos cá para isso”, rematou.

Gabriel Bernardino tomou posse como presidente do Conselho de Administração da CMVM em novembro de 2021, sucedendo a Gabriela Figueiredo Dias, elegendo como áreas prioritárias a promoção da confiança, da inovação e da agilidade no regulador e no mercado de capitais português.

No entanto, em março, o responsável apresentou ao ministro das Finanças um pedido para renunciar ao cargo, por motivos de saúde.

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