Cofina atinge lucros de 3,3 milhões, crescendo 67,1%

No final do primeiro semestre, o grupo registou um aumento dos custos operacionais para os 31 milhões de euros, ao mesmo tempo que as receitas de circulação também recuaram.

Presidente Executivo da Cofina, Paulo Fernandes | Foto cedida

A Cofina atingiu um resultado líquido positivo no primeiro semestre de 2022 de cerca de 3,3 milhões de euros, mais 67,1% do que em igual período de 2021, quando não tinha ido além dos 1,9 milhões.

“O forte crescimento registado nas receitas de publicidade, superior em 22% face ao mesmo período de 2021, com destaque para o crescimento de 40,7% na CMTV, conduziram a Cofina a um incremento de receitas de 5,9% nos primeiros seis meses deste ano para 37,6 milhões de euros”, explica o grupo em comunicado.

Durante o primeiro semestre de 2022, as receitas totais atingiram cerca de 27,9 milhões de euros, o que representa um crescimento de cerca de 1,8% face ao período homólogo do ano anterior. As receitas associadas à circulação registaram um decréscimo de 1,2 milhões de euros face ao período homólogo. As receitas provenientes de publicidade e associadas aos produtos de marketing alternativo e outros registaram um crescimento de cerca de 12% e 18,7%, respetivamente.

Os custos operacionais foram de 24 milhões de euros, registando um aumento de 5,3%, explicado sobretudo pelo aumento de preços não previsto, nomeadamente no papel, eletricidade e combustíveis, que impactam negativamente os custos de produção e distribuição. O EBITDA deste segmento ascendeu a 3,9 milhões de euros, uma redução face aos 4,6 milhões verificado um ano antes.

As receitas totais da CMTV ascenderam a cerca de 9,7 milhões de euros, o que corresponde a um aumento de 19,7% face ao período homólogo de 2021. As receitas de publicidade cresceram 40,7% e atingiram 5,6 milhões de euros. As receitas provenientes de Fees de presença e outros atingiram 4,1 milhões de euros.

Os custos operacionais aumentaram em cerca de 14,1% devido não apenas à inflação generalizada de custos, mas também ao acréscimo significativo de custos decorrentes do investimento realizado na cobertura no terreno da guerra na Ucrânia, com o objetivo de, também em cenários internacionais, a CMTV assegurar a liderança da cobertura informativa. Deste modo, o EBITDA TV alcançado foi de cerca de 2,7 milhões de euros, um crescimento de cerca de 37,3% face ao EBITDA TV registado no período homólogo do ano anterior.

As receitas de circulação registaram, no mesmo período, um recuo de cerca de 1,2 milhões de euros para 14,7 milhões de euros. Ao mesmo tempo, os custos operacionais registaram um aumento de 7,1%, atingindo 31 milhões de euros. “Este aumento de custos reflete o investimento realizado na cobertura da guerra na Ucrânia, mas também a inflação generalizada de preços, nomeadamente no custo do papel, eletricidade e combustíveis, este último tem provocado um acréscimo dos custos de distribuição”.

Nos primeiros seis meses, o grupo registou um EBITDA de 6,6 milhões de euros, traduzindo-se num aumento de cerca de 0,3% face ao mesmo período do ano passado.

“Os resultados da Cofina confirmam o excelente desempenho dos nossos títulos e da nossa aposta na CMTV, num contexto muito desafiante, em particular devido à pressão que a inflação coloca em custos essenciais à nossa atividade, nomeadamente na área de imprensa com o custo do papel, da eletricidade e dos combustíveis”, diz o comunicado.

Por outro lado, no final do semestre, a dívida líquida nominal da Cofina era de 31,6 milhões de euros, o que corresponde a uma redução de aproximadamente 6,5 milhões de euros relativamente à dívida líquida nominal registada a 30 de junho de 2021, e uma redução de 2,3 milhões de euros face à dívida nominal líquida registada no fecho do ano de 2021.

Para além da CMTV, o segmento de imprensa da Cofina engloba os jornais diários Correio da Manhã, Record e Jornal de Negócios, as revistas Sábado e TV Guias e os respetivos sites, bem como a área de BOOST (Eventos, Activation e Publishing).

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