Coimbra quer revolucionar tratamento para cancro da bexiga

Frederico Furriel dá rosto e voz a um estudo da Universidade de Coimbra que tenta ultrapassar o insucesso da imunoterapia no cancro da bexiga.

Frederico Furriel dá rosto e voz a um estudo da Universidade de Coimbra que tenta ultrapassar o insucesso da imunoterapia no cancro da bexiga. “Se os nossos resultados forem positivos, poder-se-á, numa fase posterior, avançar para ensaios clínicos em humanos para testar os novos fármacos de imunoterapia, eventualmente em associação aos que já se usam hoje”, adianta o investigador principal do projeto e médico urologista.

Os investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra estudam possíveis mecanismos de evasão imunitária que limitam o sucesso da imunoterapia no cancro da bexiga, lançando bases para o desenvolvimento de novos fármacos para combater este tipo de tumor que, em fase avançada, tem uma elevada taxa de mortalidade.

Iniciado em 2019, este estudo, de carácter translacional e multidisciplinar, é realizado em parceria com o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, Centro Hospitalar de Leiria e Hospital CUF de Coimbra e designa-se “Inibição da via da adenosina – uma nova abordagem para potenciar a imunoterapia no cancro da bexiga avançado”.

Além de Frederico Furriel, a equipa da Faculdade de Medicina e do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra é constituída por Belmiro Parada, Célia Gomes, Margarida Pereira, Hugo Ferreira, Paula Laranjeira, Vítor Sousa e Artur Paiva.

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