Coldplay, a loucura

Este fenómeno a que muitos chamam de “novos U2” é algo absolutamente delirante, até porque reúne várias gerações, pais e filhos no mesmo espetáculo, algo que acontece mais frequentemente no futebol do que na música.

Em 2005 via eu feliz da vida os Coldplay no Pavilhão Atlântico, em Lisboa, ainda num concerto sem grandes artefactos, com o “Yellow” como música de culto.

Era uma das minhas bandas favoritas na altura, ainda o é hoje, mas aquilo que vi na venda de bilhetes para os concertos de 2023 foi algo que os meus três filhos e os últimos oito anos me fizeram passar ao lado. Este fenómeno a que muitos chamam de “novos U2” é algo absolutamente delirante, até porque reúne várias gerações, pais e filhos no mesmo espetáculo, algo que acontece mais frequentemente no futebol do que na música.

A verdade é que precisamos todos de concertos e animação nas nossas vidas, os festivais deste ano são a prova disso e eu assisti de longe a este fenómeno desconhecido para mim, que me fez reviver tempos antigos. Tentei a minha sorte, é certo, mas online. Saí da fila nem percebi bem porquê e não consegui nada, mas fiquei delirante como de uma banda se faz um culto. É isso que está a acontecer com os Coldplay. Razão pela qual adicionaram mais dois zeros ao seu cachê.

Mas há quem encontre aqui uma oportunidade de negócio. Veja-se que já praticamente não há alojamentos em Coimbra e quem ainda os tem colocou-os a preço de ouro, já para não falar nos 1700 euros que pode custar um bilhete no mercado paralelo.

Seja como for, serão grandes concertos certamente e esta banda vai continuar a fazer filas de noites de espera no resto da tour e nos próximos anos. Nasceu aqui uma marca que vai além das músicas, vive do carisma do seu vocalista e da restante banda e vai ser um fenómeno de gerações.

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