Combustível já superou os dois euros por litro num posto de Beja

2,009 euros foi o preço registado num posto de combustível de Beja.

O combustível já superou os dois euros num posto localizado na cidade de Beja, na região do Alentejo. Num posto da BP em Beja (Castilho), o litro de gasolina 98 Ultimate atingiu os 2,009 euros, segundo o site Mais Gasolina.

Uma fotografia partilhada na página do Contas-poupança também mostra o preço praticado nesta bomba na capital do Baixo Alentejo.

O barril de Brent, a referência para Portugal, está hoje a cair 0,14% para 83,30 dólares. O Brent subiu mais de 99% no espaço de um ano, começando nos 35,74 dólares.

No seu relatório mais recente, a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) destaca que o distrito de Beja é um dos que regista os preços mais elevados em todo o país tanto na gasolina simples 95 (1,739 euros por litro) como no gasóleo (1,513 euros por litro).

No caso da gasolina, Beja surge na segunda posição a nível nacional, apenas superado pelo distrito de Bragança (1,740 euros/litro).

No caso do gasóleo, Beja é mesmo o distrito com o preço mais elevado, com Lisboa a surgir na segunda posição (1,511 euros/litro).

O Governo tem sido criticado pelo peso da carga fiscal sobre os combustíveis que ronda os 60% do preço final em cada litro.

Analisando a proposta do Orçamento do Estado para 2022, a Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis (Anarec) defende que “a carga fiscal pesadíssima que incide sobre o preço dos combustíveis, e que representa cerca de 60% do preço que o consumidor final paga por cada litro abastecido, tem necessariamente que ser revista”, lamentando que “o Governo não tenha introduzido esta medida no OE do próximo ano”, segundo a Lusa.

Por sua vez, o Governo tem apontado o dedo às margens de lucro das gasolineiras e petrolíferas. Para tentar conter o que considera ser a prática de margens excessivas, o executivo de António Costa apresentou uma proposta, já aprovada pelo Parlamento, para limitar as margens nos combustíveis.

Na terça-feira, o Governo rejeitou a hipótese de reduzir a carga fiscal sobre os combustíveis. “Temos o desafio demográfico e temos o grande desafio ambiental. As nossas decisões, ano após ano, têm de estar alinhadas com os grandes objetivos do país e com as necessidades da população portuguesa”, disse o ministro das Finanças, João Leão, em entrevista à “TVI”.

Nas contas do Governo, este mecanismo permitiria a descida de nove cêntimos por litro de gasolina, e um cêntimo por litro no gasóleo.

O objetivo é fixar a “margem máxima de venda dos combustíveis, margem essa que é um somatório de margens que tem a ver com o transporte, armazenamento, distribuição grossista e retalhista. A venda sobre todas elas, conhecemos os valores de referência, que continuam a ser calculados dia a dia pela ENSE”, disse o ministro do Ambiente a 22 de julho, quando o Governo aprovou a medida.

O executivo de António Costa aponta que o “incremento de preços generalizado no mercado de combustíveis repercute-se sobre a generalidade dos consumidores, quer diretamente, através do preço a pagar ao comercializador, quer indiretamente, gerando pressão inflacionária nos preços dos bens de consumo geral”

As petrolíferas presentes no mercado nacional criticam esta medida do Governo. A Associação Portuguesa de Empresas Petrolíferas (Apetro) destaca que o “mercado é concorrencial e livre” e que a carga fiscal pesa 60% sobre o preço final do combustível nas bombas  – IVA e ISP -, e que a incorporação de biocombustível também inflaciona o preço final.

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