Comentário. À espera dos discursos

Depois do feriado de quarta-feira nos EUA ter ditado uma redução da liquidez nos mercados financeiros, esta quinta-feira é marcada por vários discursos que poderão trazer alguma excitação. Uma grande parte dos membros votantes do Comité de Política Monetária da FED discursam hoje em eventos dispersos. Naturalmente, o discurso mais aguardado será o de Yellen por volta das […]


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Depois do feriado de quarta-feira nos EUA ter ditado uma redução da liquidez nos mercados financeiros, esta quinta-feira é marcada por vários discursos que poderão trazer alguma excitação. Uma grande parte dos membros votantes do Comité de Política Monetária da FED discursam hoje em eventos dispersos. Naturalmente, o discurso mais aguardado será o de Yellen por volta das 14h30. O mercado espera que, depois dos bons dados do mercado de trabalho, a presidente do banco da maior economia mundial dê alguns sinais do possível aumento da taxa de juro ainda para este ano.

Na Europa continua a evolução generalizada das yields de dívida dos vários países. A expectativa de aumento da taxa de juro americana, em dezembro, pressiona a subida da yield dos EUA que, por correlação, eleva essa taxa nas obrigações soberanas. Esta manhã será também marcada por discursos de Mário Draghi que poderá clarificar o objectivo do BCE nas condições relativas ao actual QE. Depois das declarações de Merkel a respeito da necessidade de encurtar o programa de política monetária, o mercado aguarda agora as palavras do presidente do banco europeu para se poder posicionar em relação ao euro.

Em Portugal, o panorama continua a ser vincado pela actual situação política. Empresários e investidores começam a adiar investimentos e a cortar custos, sobretudo devido à indefinição do futuro político interno. Aguarda-se uma decisão rápida do Presidente da República para restaurar a confiança dos agentes económicos.

A Bolsa nacional negociava em ligeira queda na abertura, devido essencialmente ao sector das utilities. A queda do preço do petróleo continua a pressionar as empresas mais dependentes desta matéria-prima.

O Banif apresentou quarta-feira as suas contas, relativas ao terceiro trimestre do ano. O banco registou lucros nos primeiros nove meses de 2015, tal como o restante sector bancário nacional. A redução dos custos e a melhoria da qualidade do crédito estiveram na base dos bons números apresentados. Ainda assim, a principal dúvida dos analistas está relacionada com o registo de imparidades não só do Banif como dos restantes bancos cotados. A redução drástica do registo dos créditos não recuperáveis marca a tendência desta earning season, levantando questões relacionadas, precisamente, com os critérios de registo deste tipo de créditos. Ainda assim, não deixa de merecer destaque o caminho percorrido por um dos sectores mais afectados pela última crise.

Sessão Europeia

As principais praças europeias iniciaram o dia com variações muito ligeiras, numa sessão mista. O dia será marcado pela saída de novos dados empresariais, estando os investidores a aguardar a revelação desses dados para entrar no mercado de uma forma mais segura. A condicionar a negociação está o fecho do mercado norte-americano de ontem, que também encerrou com uma grande indefinição. Apesar desta incerteza, a possibilidade de novos estímulos na Europa e China tem ajudado os índices a suportar esta volatilidade e a realizar boas performances.

O PSI 20 segue a desvalorizar continuando as quedas a que já vem sendo sujeito, desde o início desta semana. Ontem, apesar de um bom arranque inicial, o índice português perdeu valor, até ao fecho da sessão. A instabilidade política em que vivemos não permite ao índice nacional recuperar, como têm recuperado as outras bolsas europeias.

Hoje, as cotadas do sector bancário estão a sofrer com essa volatilidade e enquanto, ontem tinham apresentado a melhor performance do dia devido à possibilidade de novos novos estímulos ao desenvolvimento económico, hoje seguem como o sector com a maior desvalorização. Galp, Pharol e EDP Renováveis são as outras cotadas com desvalorizações mais acentuadas. Em sentido contrário estão os títulos da Jerónimo Martins, Portucel e Teixeira Duarte.

Sessão Asiática

Na madrugada desta quinta feira, as praças asiáticas estiveram calmas sem grandes destaques a apontar, no entanto, no Japão, as acções voltaram a ter uma performance positiva na sessão. Os ganhos prolongaram-se pelo sétimo dia, com os investidores a comprarem acções com fortes resultados, para compensar as perdas obtidas no sector da maquinaria.

O Nikkei subiu 0,03% e fechou nos 19.697,77, passando assim para o sétimo dia seguido de ganhos.

O Topix caiu 0,13% para 1.593,57.

O índice de acções da Ásia-Pacífico fora do Japão subiu cerca de 0,7%, deixando para trás as perdas modestas do início da sessão.

O índice S&P/ASX 200 subiu 0,06%, ajudado, por surpresa, pelo relatório do emprego.

O emprego saltou 58 600 no mês passado, levando a taxa de desemprego para um mínimo de cinco meses de 5,9% e batendo o consenso do mercado para um aumento de 15 mil com uma taxa de desemprego estável de 6,2%.
Análise técnica e fundamental

MATÉRIAS-PRIMAS – OIL.WTI

Quarta-feira fica novamente marcada pelas fortes quedas na cotação do crude, tendo o activo quebrado em baixa o suporte dos 23,6% de Fibonacci. Em termos fundamentais, e a confirmar esta real tendência de queda, na terça-feira, o API surgiu acima do esperado. Nesse sentido, caso hoje os inventários de crude se apresentem também acima do previsto, o potencial de queda do activo será claramente maior. Caso se confirme este cenário, a estratégia passará por entramos curtos no WTI até aos 37,377 dólares.

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ÍNDICES – PSI20 vs DE30 5M – Oportunidade de divergência entre activos

Quando nos referimos ao PSI 20 e DAX, embora falemos de índices europeus, falamos de índices bastante diferentes, pela sua natureza e dinâmica. De outra forma não teríamos um destes índices quase em máximos históricos e o outro a cair 10% em apenas cinco dias. A ideia de hoje é ver o modo como o DAX, a amarelo no gráfico, se distingue do PSI 20.

Draghi, esta manhã, voltou a reiterar a necessidade de reavaliar as medidas de estímulo, em dezembro, o que levou o índice alemão a disparar em alta e o euro a cair impulsivamente. Curiosamente, estes comentários não tiveram nenhum tipo de reacção no índice português, que continua muito pressionado pela perfomance das suas yields de dívida e pela situação politica.

A ideia é então estar longo em DAX e curto no PSI20, de forma a ficar a favor das tendências de curto de prazo de ambos, mas ao mesmo tempo coberto no risco. Há que ter em atenção que o valor nominal terá de ser igual, por isso os lotes abertos num e noutro activo deverão ser diferentes.

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Por Pedro Ricardo Santos,
gestor da XTB Portugal 

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