Comentário: Aversão ao risco domina mercados

O dia de negociação nas principais praças europeias termina sem uma tendência definida. Certa foi a aversão ao risco, causada pelos ataques terroristas do final da semana passada.

O dia de negociação nas principais praças europeias termina sem uma tendência definida. Certa foi a aversão ao risco, causada pelos ataques terroristas do final da semana passada.

Devido a incertezas provocadas pelos eventos catastróficos de Paris, os investidores largaram ativos de risco para se concentrarem em obrigações, divisa americana e metais preciosos.

Dentro dos ativos de risco, os sectores da aviação e hoteleiro são os mais prejudicados, enquanto os instrumentos que estão ligados ao sector petrolífero seguem animados pela subida do preço da matéria-prima.

Os receios de conflito armado em países com quota de produção considerável fazem disparar o preço do ouro negro.

Uma eventual quebra na produção levaria a um maior equilíbrio entre procura e oferta e consequente ajuste no preço.

A procura pelas obrigações soberanas nacionais provocou uma queda generalizada das yields. O sector bancário foi o mais beneficiado por este movimento.

O risco de prejuízos avultados para os bancos, fruto das necessidades de capital do Novo Banco não parece, para já, estar a afectar o apetite dos investidores por estes activos.

Por Pedro Ricardo Santos,
Gestor da XTB Portugal 

 

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