Comentário. Banif: cenas dos próximos capítulos

O primeiro-ministro, António Costa, admitiu terça-feira as possíveis perdas para os contribuintes resultantes do Banif.


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A venda do Banif por um valor inferior ao injectado pelo Estado Português é praticamente certa e a clarificação agora conhecida peca por tardia.

Apesar de ainda não serem conhecidos todos os interessados, nem as respetivas propostas, começam a ser noticiados eventuais compradores. O contra-relógio continua a pressionar o negócios e, como se sabe, a pressão retira sempre poder negocial ao vendedor.

Certo é que faltam poucos dias para o fim do ano e, caso a resolução se aplique depois do 31 de dezembro, os depositantes com capitais superiores a 100 mil euros, bem como os detentores de dívida sénior, serão chamados a participar no processo, numa operação conhecida como bail-in.

A ação continua a negociar em terreno positivo com variações bastante atractivas, hoje já esteve a valorizar mais de 30%. A contribuir para o bom desempenho da praça nacional está também a Pharol. O PSI20 consegue assim contrariar o desempenho de algumas cotadas das praças europeias.

Em dia de decisão da taxa de juro nos EUA, os investidores negoceiam activos de risco com muita cautela. Apesar da grande expectativa residir no aumento do principal instrumento de política monetária, qualquer surpresa pode causar forte volatilidade, pelo que os investidores preferem resguardar-se de entrar antes dos movimentos mais certos.

Ações

3M – a multinacional americana caiu 6% em bolsa depois de reduzir as suas perspectivas de resultados para 2015, ajuste motivado pela desaceleração económica global sentida. A zona de suporte mais consolidada situa-se próxima dos 137.7 dólares e como tal mantém o potencial de realizar posteriores quedas.

Julius Baer – foi anunciada pelo banco suíço a possibilidade de adquirir a unidade de private banking no Luxemburgo do Commerzbank.

BHP Billiton – o grupo mineiro irá continuar o desinvestimento nas operações de gás e petróleo dos EUA, planeando encerrar ainda mais plataformas petrolíferas e actualizando o valor contabilístico dos seus activos relativamente à perfuração onshore em Janeiro, de forma a estabelecer consolidação na empresa.

Sessão Europeia

As principais praças europeias abriram mistas com variações ligeiras. A generalidade dos índices despertaram em terreno negativo, acusando a pressão relativamente às conclusões da reunião da FED. Hoje será um dia bastante importante com a decisão do aumento ou não das taxas de juro dos EUA, o que irá trazer grande volatilidade ao mercado. Por esta razão, os investidores encontram-se um pouco mais cépticos e aguardam por alguma notícia mais relevante para entrar no mercado.

O PSI20 encontra-se em contra-ciclo com a generalidade dos índices europeus, sendo mesmo o único activo a valorizar, até ao momento. A decisão da FED parece, até agora, não afectar o desempenho do índice português. Esta valorização do PSI20 está contudo correlacionada com a forte prestação do Banif, que depois de ter apresentado uma queda bastante acentuada, segue hoje a valorizar devido às declarações de António Costa que assegurou que os depósitos à guarda do banco estariam garantidos. As outras duas cotadas do sector bancário encontram-se a desvalorizar, seguidos por Mota Engil e Teixeira Duarte com as quedas mais acentuadas do dia. Em sentido contrário e também a contribuir para a boa prestação do índice português encontra-se Pharol, EDP e Galp.

Sessão Asiática

As ações japonesas registaram, esta madrugada de quarta-feira, o maior ganho percentual diário dos últimos dois meses, com o sentimento de Wall Street a ajudar antes de um esperado aumento nas taxas de juros nos Estados Unidos no final do dia de hoje. O Nikkei fechou a subir 2,6% e atingiu os 19,049.91 pontos.

O Topix também subiu 2,5% para os 1,540.72 pontos com quase todos os seus 33 sub-índices em território positivo.

Todos estes ganhos se justificam pela perspectiva de que a Reserva Federal vai mesmo aumentar as taxas depois desta reunião de dois dias, resta saber é se de facto é isso que vai acontecer.

Nas restantes praças asiáticas, vimos os índices de referência da China sem grandes sinais de mudança, o Shanghai Composite subiu 0,17% enquanto o CSI300 caiu 0,24%, na Coreia do Sul, o Kospi registou um dia bastante positivo com uma subida de 1,96% e na Austrália o S&P não ficou atrás com uma subida de 2,42% e a deixar assim os investidores da Ásia-Pacífico com um sentimento bullish face ao dia de hoje.

Análise técnica e fundamental

FOREX

EURUSD H1 – Dia de decisão de taxa de juro para a FED, teremos a paridade a caminho?

Hoje chega, finalmente, um dos dias mais esperados do ano para o marcado. O dia em que, espera-se, a FED irá aumentar pela primeira vez a taxa de juro, desde a crise de 2008.

Como nada nos mercados é previsível, também o desfecho desta decisão assim se avizinha. O mercado espera, no entanto, um aumento de taxa de juro, algo que já vem sido adiado, desde há três meses.  Os dados de ontem da inflação dos EUA acabaram por mostrar uma maior consolidação dos preços, algo que ajudará a FED a poder aumentar as taxas hoje. Daí, viu-se logo um aumento bastante forte do USD, com o EURUSD a cair para os 1,0900. Mas tão importante quanto a taxa de juro será o caminho que Janet Yellen irá mostrar para o aumento gradual das taxas, no futuro.

Até poderemos ter um aumento agressivo hoje, mas se Yellen disser que o próximo aumento será, por exemplo, só em 2018, como é óbvio, veríamos o mercado a reagir de forma pessimista. Assim, a ideia é, apesar de todos os cenários vigentes, assumir uma possível tendência baixista para o EURUSD, por imposição da normalização da política monetária. Devemos, essencialmente estar atentos às declarações de Yellen, e à retórica Hawkish ou Dovish que daí poderá surgir.

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USDCAD em foco

Apesar das divergências de longo prazo no activo, o USDCAD é o activo em foco pela fraqueza do cad ligado ao petróleo, enquanto que o USD vai ter hoje um dia decisivo para as tendências de médio a longo prazo. É juntamente com  o EURUSD ou USDZAR um dos activos mais interessantes para o caso de um aumento de taxa com discurso Hawkish.

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Por Pedro Ricardo Santos, 
Analista, XTB Portugal

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