Comentário. China e EUA dão o mote ao mercado

A negociação nos mercados financeiros está a ser marcada pelas duas maiores economias mundiais. De um lado, a China revelou o crescimento do PIB, no terceiro trimestre do ano. Apesar de se fixar acima das previsões, ficou abaixo dos 7%, pela primeira vez desde 2009. É natural que, a partir de agora, o Banco Popular […]


Notice: Undefined offset: 1 in /var/www/vhosts/jornaleconomico.pt/httpdocs/wp-includes/media.php on line 1031

Notice: Undefined offset: 2 in /var/www/vhosts/jornaleconomico.pt/httpdocs/wp-includes/media.php on line 1031

Notice: Undefined offset: 1 in /var/www/vhosts/jornaleconomico.pt/httpdocs/wp-includes/media.php on line 1031

Notice: Undefined offset: 2 in /var/www/vhosts/jornaleconomico.pt/httpdocs/wp-includes/media.php on line 1031

A negociação nos mercados financeiros está a ser marcada pelas duas maiores economias mundiais. De um lado, a China revelou o crescimento do PIB, no terceiro trimestre do ano. Apesar de se fixar acima das previsões, ficou abaixo dos 7%, pela primeira vez desde 2009. É natural que, a partir de agora, o Banco Popular da China procure mecanismos para inverter a tendência materializada nos números.

Nos Estados Unidos, o adiamento de subida das taxas de juro é cada vez mais aceite pelos agentes financeiros. A conjugação dos eventos deveria traduzir-se num claro apetite pelo risco. Contudo, em Wall Street, o sentimento é ainda de desanimo, relativo ao sector bancário, que tem apresentado as contas do último trimestre.

Na Europa, no seguimento dos dados chineses, são as acções associadas ao sector mineiro que mais têm penalizado os índices do Velho Continente. As matérias-primas são também a razão para as correcções observadas nas petrolíferas. Por isso, a Galp perdia esta tarde mais de 1%.

No sector bancário, a estrela foi o Deutsche Bank, depois de ter anunciado a divisão da banca de investimento. A valorização de mais de 3% revela a convicção dos investidores na valorização do negócio, depois do split anunciado.

O mesmo banco revelou hoje desconfiar da capacidade do BCP de devolver as CoCo’s ao Estado Português. O BCP perdia mais de 1,20% depois do banco alemão ter apontado para um corte nos lucros do maior banco privado nacional. A instituição liderada por Nuno Amado perde, assim, o estado de graça que viveu, depois da recuperação observada após o toque aos mínimos, no passado dia 29 de Setembro. O BPI negociava acima da linha de água, estimulado pela nota de compra, também do Deutsche, que elegia o banco do Porto como um dos mais importantes da Península Ibérica.

As obrigações da dívida soberana estão em queda, impulsionadas essencialmente pela convicção de mais estímulos do BCE. A reunião da próxima quinta-feira poderá trazer novidades a este nível. Mais intervenção da instituição de política monetária europeia manterá as actuais taxas em níveis historicamente baixos. Boas noticias para o IGCP que volta ao mercado, no próximo 21 de Outubro, para mais uma emissão de Bilhetes de Tesouro de três e 11 meses.

Por Pedro Ricardo Santos,
gestor da XTB Portugal 

Recomendadas

PremiumBCE e Fed avaliam peso da subida de juros e ritmo pode abrandar nas próximas reuniões

As atas das mais recentes reuniões de política monetária na zona euro e EUA mostram uma preocupação de ambos os bancos centrais com o abrandamento da economia, dando esperanças de subidas menos expressivas dos juros nos próximos meses, embora os sinais neste sentido sejam mais fortes do outro lado do Atlântico.

Musk tinha um plano para o Twitter? Veja as escolhas da semana no “Mercados em Ação”

Conheça as escolhas da semana do programa da plataforma multimédia JE TV numa edição que contou com a análise de Nuno Sousa Pereira, head of investments da Sixty Degrees.

PSI encerra no ‘vermelho’ em contra ciclo com a Europa

Lá fora, as principais praças europeias negociaram maioritariamente em terreno positivo. O FTSE 100 valorizou 0,32%, o CAC 40 ganhou 0,08%, e o DAX apreciou 0,01%. O espanhol IBEX 35 manteve-se estável.