Comentário. China volta a decepcionar

Mais uma vez a segunda economia do Mundo está no centro das atenções mundiais. Novos indicadores da China foram ontem divulgados com mais uma decepção. O índice de actividade industrial ficou-se pelos 47, quando a expectativa apontava para os 47,5. Apesar da diferença ser pouco expressiva, nota-se o facto de desde Março estarmos a observar […]


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Mais uma vez a segunda economia do Mundo está no centro das atenções mundiais. Novos indicadores da China foram ontem divulgados com mais uma decepção. O índice de actividade industrial ficou-se pelos 47, quando a expectativa apontava para os 47,5. Apesar da diferença ser pouco expressiva, nota-se o facto de desde Março estarmos a observar valores a baixo dos 50, revelador de algum abrandamento da economia. Suficiente para causar novamente nervosismo nos mercados financeiros. A bolsa de Shangai caiu cerca de 2% e os receios de que o crescimento do PIB seja ainda mais baixo do que as previsões, volta a estar na mente dos investidores.

Com a Europa ainda a recuperar dos impactos causados pelo escândalo da Volkswagen, vemos adicionado um novo ingrediente para a volatilidade dos principais índices do velho continente.

Se no final da semana passada a intervenção da Reserva Federal Americana, no sentido da subida da taxa de juro directora, era uma possibilidade, estes novos dados adensam os argumentos dos cépticos dessa decisão. Naturalmente que enquanto os “factores externos”, referidos por Yellen no discurso da última quinta-feira, continuarem a representar ameaça para a economia global, a acção da instituição de política monetária americana está bloqueada.

Sessão Europeia

– As principais praças europeias abriram a sessão a desvalorizar, chegando mesmo a abrir com um gap de aproximadamente 100 pontos. Este mau início do dia deve-se aos maus resultados da China, que contagiaram as bolsas europeias. No entanto, os índices europeus conseguiram reagir dessas perdas iniciais e chegaram mesmo a fechar o gap, seguindo agora em alta.

– O PSI 20 segue a tendência das outras praças europeias, sendo dos índices que melhor estão a reagir no dia de hoje. O sector bancário apresenta valorizações ligeiras, chegando só mesmo o BCP a ter uma valorização mais consistente. A Altri, Pharol e Semapa são as cotadas com melhores performances  até ao momento. A Impresa segue como o único título a desvalorizar.

– Na Alemanha, o PMI sobre a manufactura revelou-se abaixo do esperado ( 52.5 vs exp. 52.8).

Sessão Asiática

– As acções japonesas acabaram com uma série de vitórias de três dias, na madrugada de sexta-feira. Após a Reserva Federal ter mantido as taxas de juros numa baixa recorde, permaneceram as preocupações económicas e preocupações na área da saúde de ambas as economias globais.

– Os investidores também se abstiveram de tomar grandes posições depois das férias que houve no Japão.

– O Nikkei caiu 2% para os 18,070.21 pontos, terminando a semana para baixo de 1,1%.

– Os principais exportadores japoneses sofreram após o dólar cair mais de 1% durante a noite, em resposta à avaliação da FED quanto à economia dos EUA.

– A Toyota e Honda caíram 1,4%, enquanto a Panasonic sofreu uma queda de 2,1%.

Ações

BCP/BPI. Na sexta-feira a agência de rating S&P comunicou a manutenção da notação de rating do BCP no nível B+, tendo apesar disso melhorado a perspectiva financeira de estável para positiva.

Swiss Re. Deverá proceder à aquisição da área de serviços financeiros do Guardian por 1600 milhões de libras, uma transacção feita com a Cinven, um grupo de Private Equity detentor do Guardian.

Siemens. O grupo alemão deverá extinguir menos postos de trabalho do que o anteriormente previsto, no sentido em que registou um aumento da procura e alcançou acordo com alguns sindicatos.

Iberdrola. A geradora de electricidade obteve um contrato para um projecto novo no México, investindo cerca de 400 milhões de dólares para o implementar.

 

Análise técnica e fundamental

ÍNDICES

DAX H1 – Índices asiáticos a pressionar abertura dos europeus

O clima nos índices continua a ser de forte pressão baixista e hoje, mais uma vez, essa pressão surge por parte da negociação das bolsas asiáticas. Esta madrugada, tivemos a publicação do PMI de manufactura chinês, que se mostrou em mínimos de Março de 2009, nos 47 pontos. Isto levou os índices asiáticos a perderem muita força, com o Hang Seng a negociar nos -3% e o índice de Shangai nos -2%. Obviamente, quando temos esta dinâmica negativa nas praças asiáticas, também as europeias abrem com grande fragilidade, havendo propensão para movimentos baixistas, que foi o que aconteceu. Neste momento, estamos a negociar próximos do valor do fecho da vela que levou o DAX a fazer mínimos, em Agosto. Uma negociação abaixo deste nível dos 9540, e poderemos muito bem ir aos mínimos dos 9315.

FOREX

NZDCAD D1

Um par em foco é o NZDCAD, tendo em conta o calendário macroeconómico hoje podemos ter algum momentum num possível breakout do suporte D1. As vendas a retalho no Canadá registaram 0,8 no último relatório, no entanto é esperado que caia para 0,4, cenário que iria confirmar as preocupações com a economia canadiana. Porém, como são esperados maus resultados, existe margem para uma surpresa positiva neste campo. Se os dados saírem acima dos 0,4 (core retail sales) poderemos assistir a movimentos interessantes neste par, especialmente se tivermos em conta que ao final do dia vamos assistir aos dados da balança comercial na Nova Zelândia.

MATÉRIAS-PRIMAS

Coffee (D1) – Continuação das quedas

Nestas últimas semanas, as soft commodities têm estado bastante fragilizadas, apresentando algumas quedas significativas. O destaque vai claramente para o café, que mantém assim a sua posição entre os activos mais atractivos para estarmos vendedores. Ontem mesmo, accionou o target dos 115 doláres, tendo continuado o seu movimento de queda, confirmando assim a quebra do suporte em questão. Posto isto, o potencial de queda do activo foi aumentado, sendo que agora a estratégia passará por atacarmos o take profit dos 113 dólares.

Por Pedro Ricardo Santos, gestor da XTB Portugal

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