Comentário. As bolsas mundiais de fio a pavio

ÁSIA: à espera do banco central da Nova Zelândia


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Com várias matérias-primas a resvalarem e a mineira Anglo American a cortar o dividendo, as bolsas asiáticas registaram mais um dia negativo e fluxos de investimento entraram no iene, contribuindo para a queda superior a 1% no nipónico Nikkei 225.

O destaque de hoje na região da Ásia-Pacífico vai para a decisão de taxa de juro da Nova Zelândia às 20h00, com o mercado a esperar um corte de 0,25% para os 2,50% naquele que seria a quarta redução do ano. Apesar do consenso em torno de uma redução das taxas de referência, não tem havido recentemente retórica significativa do banco central a sustentar estas elevadas expectativas.

Embora commodity currencies como o AUD e o CAD tenham sofrido com o tombo nas matérias-primas, o RBNZ tem motivos válidos para manter a política monetária inalterada, até porque o peso do crude no sector exportador é relativamente baixo.

Desde a última reunião em outubro, o dólar neo-zelandês caiu face ao vizinho dólar australiano, o défice comercial diminuiu, o mercado imobiliário melhorou e a confiança do consumidor subiu. Porém, os preços dos lacticínios caíram e o mercado laboral deteriorou-se. Um eventual corte nas taxas e um discurso facilitista teriam um impacto negativo no NZD.

PORTUGAL: banca continua a conter o PSI 20

Depois da pressão vendedora de ontem, a Galp Energia está a recuperar algum terreno.  Já o Banif, que perde mais 0,01 cêntimos para os 0,15 cêntimos, mantém a tendência principal de queda, traduzindo-se numa depreciação de 6,25%.

Enquanto a banca não apresentar sinais sólidos de recuperação, considero que é improvável assistirmos a uma valorização substancial do PSI 20.

EUROPA: underperformance do IBEX 35 liderada pela grande banca

Na vizinha Espanha, o IBEX 35 tem sido fortemente vendido, devido à expectativa de que as eleições nacionais de 20 de Dezembro resultem num governo fragilizado. Dentro do índice espanhol, salientam-se as quedas substanciais da Repsol e do Santander, sendo que ambos os títulos perderam níveis de suporte e apontam para os mínimos do ano. O BBVA está já a registar novos mínimos em 2015. Note-se que o Santander é o banco com maior exposição nominal à insolvência da empresa de energias renováveis Abengoa, embora esta exposição é a que tenha menos peso em termos consolidados.

O peso da banca no IBEX 35 é incontornável e, enquanto o sector estiver pressionado pelo processo espinhoso da Abengoa e pela conturbada envolvente política, existe a possibilidade de o IBEX 35 se aproximar do suporte de longo prazo nos 9500 pontos.

No pólo positivo, realce para a BASF, que avança depois de comentários de mercado que sugerem que as congéneres norte-americanas Dow Chemical e DuPont estão em negociações avançadas para uma fusão.

Pela negativa, destaca-se a Bayer, afectada por notícias que indicam que os reguladores europeus encontram-se a investigar um anticoagulante.

Por Steven Santos,
gestor do BiG

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