Comentário. Draghi causa euforia

O dia nos mercados voltou a ser marcado pela euforia resultante das declarações de Mario Draghi na reunião do BCE. Os índices dos dois lados do atlântico têm registado boas performances, impulsionadas também pelo anúncio de corte de 25 pontos base na taxa de juro, decidida pelo Banco Popular da China. A reacção da segunda maior […]


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O dia nos mercados voltou a ser marcado pela euforia resultante das declarações de Mario Draghi na reunião do BCE. Os índices dos dois lados do atlântico têm registado boas performances, impulsionadas também pelo anúncio de corte de 25 pontos base na taxa de juro, decidida pelo Banco Popular da China. A reacção da segunda maior economia acontece numa tentativa de travar a desaceleração do crescimento do PIB. O último trimestre mostrou a quebra, pela primeira vez nos últimos anos, da barreira psicologia dos 7%. Recorde-se no Japão, são cada vez maiores as expectativas de novo programa de estímulos por parte do BoJ.

A linha de facilitismo está a caracterizar os discursos dos decisores mundiais de política monetária. Por isso, é também cada vez mais forte a pressão para que a Reserva Federal Americana se decida pelo adiamento da subida dos juros nos Estados Unidos. Naturalmente, este cenário favorece o apetite pelo risco dos investidores, que começam a olhar para o mercado accionista em busca de rentabilidades vedadas há já algum tempo.

Na Europa, todos os índices negociavam em terreno positivo, com destaque para o alemão que chegou a valorizar mais de 3%, com o sector automóvel em destaque. Nos Estados Unidos as atenções estão voltadas para o Nasdaq, que sobe essencialmente devido aos dados positivos do Google, Amazon e Microsoft. As gigantes tecnológicas apresentaram contas superiores as melhores expectativas para o terceiro trimestre do ano.

Portugal não foge à tendência, tendo já havido registos de valorizações na ordem dos 16% (Mota-Engil). O BCP, que sobe mais de 2%, reage positivamente aos lucros apresentados pela unidade da Polónia. Do lado oposto, o accionista maioritário do BPI apresentou contas negativas no trimestre anterior, impedindo o banco liderado por Ulrich de beneficiar do actual momentum.

As yields da dívida portuguesa voltaram a negociar em valores acima do fecho de ontem num acompanhamento das correcções observadas, não só na Alemanha, mas em todos os países periféricos.

Por Pedro Ricardo Santos,
Gestor da XTB Portugal 

 

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