Comentário. Efeitos dos ataques terroristas dissipados

Os efeitos dos ataques terroristas do final da semana passada parecem estar agora completamente dissipados.


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Os efeitos dos ataques terroristas do final da semana passada parecem estar agora completamente dissipados. À semelhança do que aconteceu em Madrid e Londres no passado, apesar dos investidores reagirem negativamente no imediato, rapidamente os mercados seguem a sua natural tendência. Assim, as bolsas europeias abriram em alta fazendo esquecer o evento recente.

Um dos poucos ativos que se faz notar pela inversão de movimento tendencial é o petróleo. A iminência de que um conflito bélico reduz a oferta da matéria-prima, nos mercados internacionais tem levado a uma apreciação do ouro negro. A este respeito é importante notar que, o petróleo é das mais importantes fontes financiadoras do Estado Islâmico o que, naturalmente, o torna um alvo a abater. Putin mostrou imagens que denunciam o comércio do activo no mercado paralelo a preços mais baixos que os do mercado, aliciando várias economias mundiais. Está redução da oferta levará, com enorme probabilidade, a um ajuste em alta do preço do petróleo, afastando a matéria-prima dos mínimos anuais.

Esta escalada do preço do petróleo poderá, a prazo, estimular a inflação nos Estados. Apesar dos líderes da FED mostrarem mais preocupação com os dados reais da economia, é certo que uma subida generalizada nos preços dará suporte para uma subida dos juros já na próxima reunião de Dezembro. A esse respeito, as probabilidades de aumento da taxa de juro crescem de dia para dia e hoje fixam-se já nos 70%.

Essa convicção crescente tem também levado o dólar a valorizações consideráveis, colocando o EUR/USD cada vez mais perto dos mínimos anuais. Esta tem sido uma das tendências mais bem definidas das últimas semanas, prevendo-se que continue a acentuar, fruto das divergências nas políticas monetárias seguidas pelos bancos centrais das duas economias, BCE e FED.

Acções

BHP Billiton (BLT.UK) – O maior grupo de extracção de minério prevê implementar um plano de reestruturação que  irá viabilizar as joint ventures em curso. A empresa Anglo-Australiana tem tido algumas dificuldades na fortuna das suas parcerias, depois da tragédia que ocorreu na mina do Brasil e matou 28 pessoas este mês, provocando também o desalojamento de cerca de 600 pessoas. A ação segue uma tendência de queda que poderá alcançar as 7.1970 libras antes de 2016, caso a gestão não consiga renegociar os acordos que tem e que estão a penalizar as suas operações.

Sessão Europeia

As principais praças europeias abriram com valorizações significativas, depois de ontem terem tido um início de sessão muito abaixo do esperado. Todos os acontecimentos terroristas em Paris provocaram a queda inicial dos mercados, no entanto, ouve uma resposta positiva durante o dia e a generalidade dos índices bolsistas reagiram em alta e fecharam em terreno positivo. A boa sessão do mercado norte-americano no dia de ontem e o bom desempenho do mercado asiático ajudaram a que a Europa regressasse ao movimento altista que começou em início de outubro.

O PSI20 segue em alta e depois de segunda-feira ter sido o único activo em terreno positivo durante a manhã, esta terça-feira está com o melhor desempenho até ao momento. Com a indefinição política perto de ser resolvida, o índice português tem apresentado uma boa performance. Todos os activos compostos no PSI20 apresentam-se em terreno verde, com o sector bancário mais uma vez a registar a melhor prestação do dia. Em destaque estão também as cotadas da Jerónimo Martins, Teixeira Duarte, Sonae e Mota Engil.

Sessão Asiática

Em dia importante para os EUA, as praças asiáticas mantiveram-se quase todas na zona verde. As ações japoneses recuperaram nesta madrugada, atingindo de forma subtil um máximo de três meses, após os ganhos em Wall Street e com um iene enfraquecido.

O Nikkei subiu 1,2% para terminar o dia nos 19.630,63 pontos. Durante a sessão no meio da tarde, o índice de referência chegou mesmo a atingir os 19.726,01 pontos, o ponto mais alto desde o 20 de Agosto.

O aço foi o destaque do dia, com o sub-índice Topix ligado também ao ferro a disparar 3,7%. A empresa JFE Holdings levou o sector atrás, com um ganho de 6,8%, enquanto a Nippon Steel & Sumitomo Metal subiu 3,5%.

O Topix subiu 0,9% para terminar o dia nos 1,586.11 pontos, com quase todos os seus 33 sub-índices em território positivo.

Nas restantes praças tudo se manteve relativamente pacífico, com maior destaque para a Austrália, onde o índice de referência S&P disparou 2,29%. Na China, os dois principais índices estiveram no vermelho, no entanto, nada a apontar com variações muito pouco significativas de 0,06% e 0,15% para o Shanghai Composite e para o CSI300 respectivamente.

Análise técnica e fundamental

MATÉRIAS-PRIMAS – GOLD

xtb_17_11_2016

O ouro continua a cair, depois de uma ligeira recuperação como activo de refúgio, enquanto os índices caiam na abertura da semana. A quebra em baixa deste suporte deverá abrir caminho para mais mínimos.

Por Pedro Ricardo Santos,
Gestor da XTB Portugal 

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