Comentário: Especial FED

Passada quase uma década, teremos novamente um aumento nas taxas de juro? Foi em 2006, que vimos a Reserva Federal norte-americana executar aumentos nas suas taxas de referência, pela última vez. Neste momento, é possível constatar que os mercados se encontram extremamente vulneráveis a esta decisão, já que não há um consenso sobre qual deverá […]


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Passada quase uma década, teremos novamente um aumento nas taxas de juro?

Foi em 2006, que vimos a Reserva Federal norte-americana executar aumentos nas suas taxas de referência, pela última vez. Neste momento, é possível constatar que os mercados se encontram extremamente vulneráveis a esta decisão, já que não há um consenso sobre qual deverá ser o caminho adotado pela política monetária da FED. Nesse sentido, existem, na minha opinião, três possíveis cenários para aquela que será uma das decisões mais aguardadas dos últimos tempos:

 

1º Cenário – Manutenção das taxas

Caso as taxas se mantenham próximas dos 0%, veremos a possibilidade de um aumento ser novamente adiado, neste caso, para o final do ano, em Dezembro. Continuando assim a estar altamente dependentes dos dados macroeconómicos, dos próximos meses, referentes à inflação e ao trabalho. Caso este cenário se concretize, veremos uma onda de desilusão sobre o dólar americano.

 

2º Cenário – Aumento em 25 pontos base

A probabilidade atribuída a este quadro ronda os 28%, mas é muito provavelmente aquele que maiores movimentos poderá trazer ao mercado, nomeadamente ao EURUSD. A verificar-se esta situação, a estratégia passará por aproveitar a queda no par cambial referido, como também estar vendedor junto aos principais índices bolsistas.

 

3º Cenário – Aumento inferior a 0,25%

Este cenário irá também criar uma onda de procura pelo dólar americano, contudo, seria logicamente uma procura mais tímida e controlada. Uma decisão deste género serviria para demonstrar que a FED tem realmente o seu caminho bem delineado e seria a confirmação de que os dois principais targets, inflação e mercado do trabalho, estão inseridos na evolução desejada.

No entanto, a leitura da saída dos dados irá apresentar um conteúdo mais complexo. Será extremamente importante perceber em que linha se apresenta o discurso de Yellen, hoje, às 19h30. Isto é, caso a presidente da FED aumente realmente as taxas, mas realize um discurso mais “dovish”, referindo que a velocidade nos consequentes aumentos manter-se-á baixa, veremos o mercado acionista a receber esta subida nas taxas de juro de uma forma positiva. Num outro polo, caso Yellen adicione ao aumento dos juros, um discurso mais agressivo, com carácter “hawkish”, referindo que para além de um aumento agora, poderemos presenciar também um outro aumento já em Dezembro, teremos certamente as condições necessárias para presenciarmos um “sell off” nos índices acionistas.

 

Sessão Europeia

– As principais praças europeias abriram sem nenhuma tendência clara, com alguns índices a apresentarem variações muito ligeiras ou inexistentes. A razão para esta indefinição surge devido ao acontecimento mais esperado desta semana, a reunião em que a FED irá decidir sobre o aumento ou não da taxa de juro dos EUA. Esta notícia irá provocar várias oscilações tanto nos pares cambiais, como nos índices.

– O PSI20 apresenta até ao momento a maior desvalorização do dia, mostrando a sua dependência quanto às notícias vindas do exterior e o seu impacto na economia portuguesa. Em terreno positivo encontram-se os títulos da Altri, Impresa e Pharol, sendo que as maiores quedas do dia pertencem à Galp, Jerónimo Martins, Teixeira Duarte e Portucel. O sector bancário, que até aqui estava a resistir às perdas que se vinham a verificar no PSI20, segue hoje em queda devido ao impacto que a decisão da FED poderá ter na banca portuguesa.

– Na Suíça, a taxa interbancária de juros saiu em linha com o esperado (-0.75% vs exp. -0.75%).

– No Reino Unido, as vendas a retalho mensais referentes ao mês de Agosto revelou-se em linha com as expectativas ( 0.2% vs exp. 0.2%).

 

Sessão Asiática

– As ações japonesas subiram pelo terceiro dia consecutivo, impulsionadas por ganhos contínuos em Wall Street e a maior estabilidade nos mercados da China antes do resultado tão esperado da reunião da Reserva Federal dos Estados Unidos.

– O Nikkei subiu 1,4% para 18,432.27, o que representa o seu ponto mais alto desde o dia 9 de Setembro.

– O Topix subiu 1,3% para fechar nos 1,491.91 com o sector de valores mobiliários a subir 3% e a liderar os ganhos.

 

Ações

SAP. O grupo alemão está em processo de desenvolvimento de uma app que permitirá aos refugiados obter direções para chegar à Alemanha e serem convenientemente registados.

Oracle. As suas vendas trimestrais caíram 1.70%, penalizadas pela valorização do dólar e pela decrescente procura, uma vez que tem havido migração dos sistemas tradicionais para softwares de menor margem, tal como a cloud. Estas notícias tiveram também um impacto negativo em  bolsa, fazendo as ações cair 1.23%.

 

Análise técnica e fundamental

FOREX

GBPUSDH4 – Cable com a melhor sessão em três semanas

A libra britânica quebrou ontem a resistência relativa aos 1,5511 pela primeira vez em três semanas, depois das declarações de Carney que apontou os salários e a economia a crescer como dados suficientes para aguardamos uma alteração à atual política monetária. Caso não exista qualquer alteração às taxas de juro por parte da FED esta tarde, então existe uma probabilidade muito grande do GBPUSD se aproximar dos 1,5599/1,56. Tecnicamente, o ativo já consolidou o breakout dos 1,5470 pelo que, mesmo que exista uma correção de novo até essa zona, entradas compradoras a qualquer ponto acima dos 1,55 permitiram realizar ganhos consideráveis neste par.

xtb_17setembro

Por Gonçalo Monteiro, gestor da XTB Portugal

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A taxa Euribor a seis meses, a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação e que entrou em terreno positivo em 06 de junho, subiu hoje, para 2,456%, mais 0,014 pontos, batendo um novo máximo.

Bolsas europeias negoceiam mistas aguardando próxima reunião da Fed

Na quarta-feira, Wall Street encerrou com o índice Standard & Poor’s a cair 0,19% para 3.933,92 pontos, enquanto o Nasdaq perdia 0,51% para 10.958,55 pontos e o Dow Jones Industrial mantinha-se inalterado nos 33.597,92 pontos.

Bolsa de Lisboa inicia sessão em terreno negativo

Na quarta-feira, o PSI fechou a descer 0,22%, para 5.852,78 pontos, em linha com o resto da Europa.