Comentário. Mercado atento aos bancos centrais

Yellen discursou quarta-feira perante a Câmara dos Representantes nos EUA. Nas suas palavras foi evidente a possibilidade clara de um aumento das taxas de juro na próxima reunião de setembro. Todos sabemos que a maioria dos votantes se inclinam para uma revisão da atual política monetária, mesmo antes do fim do ano, mas é a tónica colocada […]


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Yellen discursou quarta-feira perante a Câmara dos Representantes nos EUA. Nas suas palavras foi evidente a possibilidade clara de um aumento das taxas de juro na próxima reunião de setembro. Todos sabemos que a maioria dos votantes se inclinam para uma revisão da atual política monetária, mesmo antes do fim do ano, mas é a tónica colocada nos fatores endógenos que alimenta a probabilidade desta decisão não transitar para 2016. Internamente continuam a surgir bons dados.

Ontem foram divulgados os PMI de setembro, revelando um crescimento maior que o esperado. O número de empregos criados no sector privado, apesar de estar a desacelerar, continua a revelar a dinâmica no mercado de trabalho com taxa de desemprego cada vez mais próxima do nível natural. Com isto, caso o NFP de sexta-feira se revele sólido, dezembro será certamente o fim para os 10 anos de taxas de juro em queda na maior economia do mundo.

Importa salientar o comportamento do petróleo que ontem, após a divulgação dos inventários, voltou a registar um dia de perdas. Os stocks voltaram a subir, mas para este movimento do preço foi também relevante a valorização do dólar que ganhou face às restantes divisas mundiais. Este comportamento do ouro-negro levou a quedas acentuadas nas cotadas relacionadas com a matéria-prima nos dois lados do Atlântico.

A penalizar a Europa segue também a Volkswagen. A construtora automóvel revelou que o caso da fraude não se restringe ao segmento diesel, havendo motores a gasolina também afetados. A notícia levou a ação a desvalorizar quarta-feira perto de 10%, enquanto esta quinta-feira as ações do grupo negoceiam abaixo dos 100 euros.

A Moddy’s já reduziu o rating da dívida da empresa antevendo um período sensível para o gigante alemão. Na Alemanha, as encomendas às fábricas caíram 1,7% quando a expectativa apontava para um aumento de 1%. As debilidades da economia motor da zona euro começam a revelar alguns sinais de abrandamento, que não são isentos dos efeitos causados pelo dieselgate.

Em Lisboa, o destaque pela negativa vai para os CTT. Ontem após o fecho apresentaram os seus resultados relativos ao terceiro trimestre do ano. O EBITDA acabou por encolher, face ao mesmo período do ano passado. A queda de 18% desta rubrica é explicada pela queda das receitas da companhia postal, ao mesmo tempo que os custos subiram numa proporção semelhante à queda das receitas.

Hoje é também dia de decisão de taxa de juro na Europa e no Reino Unido. Não se esperam quaisquer alterações contudo, Draghi e Carney irão discursar ao longo do dia e as suas palavras serão atentamente escutadas por cada interveniente nos mercados por forma a detetar qualquer sinal de possíveis futuras intervenções.

Na zona euro espera-se que reuniões num futuro próximo tragam novidades no que diz respeito aos montantes e prazos do atual programa de incentivos monetários do euro.

Ações

Volkswagen – a agência de rating Moody’s piorou o outlook do grupo alemão, dado que estes últimos escândalos relacionados com os testes de emissão de dióxido de carbono diminuíram significativamente as hipóteses de obter bons resultados no futuro.

Sonae Sierracomunicou o primeiro investimento na Colômbia, onde irá construir um centro comercial num projeto que totaliza 47 milhões de euros. Para além disso, a empresa anunciou também os resultados registados até Setembro – que aumentaram consideravelmente face ao ano anterior, tendo atingido 94.8 milhões de euros em 2015 face a 59.8 milhões de euros em 2014, com uma variação positiva de 59% no Resultado Líquido.

Facebookcomunicou ontem um aumento de 11% nos resultados relativos ao terceiro trimestre. No entanto, a estrutura de custos aumentou consideravelmente e é um aspeto a tomar em conta no futuro. Desta forma, o grupo apresenta-se consolidado para posteriores valorizações, tendo aumentado cerca de 2,30% desde que foram anunciados estes resultados.

Sessão Asiática

As ações japonesas fecharam, esta madrugada, perto das 10 semanas de alta. Um iene mais fraco impulsionou as perspetivas para os exportadores e os resultados de algumas empresas serviram para fortalecer o sentimento positivo.

O Nikkei subiu 1% para terminar o dia nos 19,116.41, o seu nível de fecho mais alto desde 28 de Agosto.

A Ajinomoto, maior fabricante de temperos alimentares subiu 5,5% depois de elevar a sua meta para o ano e anunciar a recompra de ações. A Japan Tobacco subiu 6,8% depois de aumentar o seu pagamento de dividendos para o ano inteiro de 108 ienes por ação para de 118 ienes por ação. Juntas, as duas empresas ajudaram o subíndice Topix no que respeita a alimentação a valorizar 3,4%, tornando-se assim o sector com maior subida de todos.

Outro destaque vai para a Takata Corp que apresentou uma queda de 25,2% após o seu maior cliente, Honda, dizer que ia parar de utilizar os air bag da empresa.

O Topix subiu 1%, para terminar o dia em 1.555,10 pontos com os seus 33 subsectores a fecharem quase todos em território positivo.

Na China, os índices apresentaram um bom desempenho com o Shanghai Composite e com o CSI300 a subirem 1,83% e 2,13% respetivamente.
Análise técnica e fundamental

FOREX
USDJPY

Com a força que o USD index tem demonstrado nos últimos dias, temos visto, o USDJPY cada vez com mais força na sua subida. No entanto, chegamos nesta altura, exatamente à resistência mais importante dos JPY 121,94. Dado isto, a estratégia passará por estar bastante atento aos dados do NFP que serão apresentados no dia de amanhã. Caso tenhamos um relatório de emprego a surgir positivamente acima do esperado, veremos certamente o USD a ganhar ainda mais força, e nesse caso voltaremos a entrar novamente dentro da tendência altista. Num outro polo, caso tenhamos um cenário em que o NFP desiluda, teremos muito provavelmente mais uma rejeição de quebra em alta da referida resistência, apresentando-se como uma oportunidade interessante para entrarmos curtos no ativo.

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MATÉRIAS-PRIMAS 
COCOA H4 – Continuação da negociação dentro de range

O COCOA continua a negociar numa lateralização compreendida entre o suporte dos 3035 dólares e a resistência descendente verde. No último toque a essa mesma resistência descendente não conseguimos assistir a uma quebra em alta, pelo que a probabilidade maior agora é que ele se mantenha a negociar nos  ranges mencionados e venha testar outra vez o suporte dos 3035 dólares. A ideia é então shortar COCOA ao preço de mercado com stop acima da resistência descendente, nos 3304 dólares, e take profit na zona de suporte, nos 3051 dólares.

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Trigo em forte alta

Para quem ainda está fora do trigo, esta quinta-feira o ativo segue a testar a neckline de um padrão de inversão de médio prazo. As áridas condições climatéricas na Arábia Saudita estão a condicionar a produção de trigo na região. A notícia de que as reservas de água estão a acabar faz com que a produção de trigo seja posta em causa. Juntamente com relatórios sobre o aquecimento na região também a médio longo prazo, esta questão deverá preocupar os produtores. Longe de ser um produtor relevante da matéria-prima, o problema estima-se que possa atingir grande parte da região do médio oriente no longo prazo.

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Por Pedro Ricardo Santos,
Gestor da XTB Portugal 

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