Comentário. Mercados aguardam reunião da FED

O mercado negoceia esta quarta-feira com vista à reunião do fim do dia da FED. Apesar de não serem esperadas quaisquer alterações ao atual nível de taxa de juro, os investidores estarão concentrados no comunicado da Reserva Federal para descortinarem orientações relativas à data do próximo aumento ou ainda comentários sobre a desaceleração da economia global. […]


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O mercado negoceia esta quarta-feira com vista à reunião do fim do dia da FED. Apesar de não serem esperadas quaisquer alterações ao atual nível de taxa de juro, os investidores estarão concentrados no comunicado da Reserva Federal para descortinarem orientações relativas à data do próximo aumento ou ainda comentários sobre a desaceleração da economia global.

O fecho de terça-feira no mercado de Wall Street foi marcado por quedas ligeiras, fruto da queda continuada do preço do petróleo, resultado de mais um aumento das reservas anunciadas pelo API. O barril de crude negoceia agora cada vez mais perto dos 40 dólares e as noticias vindas dos países emergentes evidenciam uma redução da procura mundial, com contínuo reflexo na queda dos preços.

A gigante Apple acabou por não dececionar na apresentação de resultados do último trimestre. Lucros por ação a subir mais do que o esperado foram explicados devido ao crescimento das vendas na China. Os números permitem reforçar a confiança na empresa, que entra agora num dos trimestres mais importantes, devido à época festiva que se aproxima.

Na Europa, o sentimento define-se em torno dos resultados que as empresas vão dando a conhecer. Todos os principais índices negociavam positivos, com destaque para o sector farmacêutico na Bélgica que apresentou resultados bem acima de qualquer expectativa, no terceiro trimestre do ano.

Em Portugal, o foco volta a ser a Galp, que beneficia ainda das contas apresentadas, mostrando uma tendência para subida dos resultados operacionais da companhia. Apesar disso, a queda do preço da principal matéria-prima pode constituir um desafio à gestão, nos próximos meses. Com os atuais elevados níveis de produção, a sensibilidade às variações do preço do barril de petróleo aumentam.

No lado negativo continua o Banif que nesta altura tem a variação do preço associada ao efeito penny stock. Por outro lado, é cada vez mais difícil acreditar na possibilidade do banco saldar a divida subordinada injetada pelo Estado.

Sessão Europeia

As principais praças europeias abriram com um gap negativo, no entanto, a situação inverteu e encontram-se neste momento com variações positivas ligeiras em todos os índices europeus. Esta semana temos vistos os índices a reagirem desta forma pois os investidores esperam pela reunião da Reserva Federal norte-americana para definir uma tendência, de forma, a conseguirem a entrar no mercado com mais certezas. Espera-se, assim, que até ao final do dia de amanhã, exista uma resposta quanto ao aumento ou não das taxas de juro na maior economia do mundo.

O PSI20 anda à boleia dos outros índices apresentando a mesma evolução. Encontra-se neste momento a valorizar, sendo sustentado pelas valorizações da Altri, Portucel, Mota-Engil e Galp. O sector bancário é o mais prejudicado devido à queda do Banif e em parte pela desvalorização do BPI. O BCP, depois da queda de ontem devido à ligação que tem com a Polónia e aos resultados menos favoráveis das eleições, consegue hoje reagir e é o único título da banca em terreno positivo. Com quedas mais acentuadas temos também as cotadas da Pharol e Teixeira Duarte.

Sessão Asiática

As ações japonesas foram, esta madrugada, impulsionadas pela positiva devido, essencialmente, às notícias sobre a apresentação de resultados. No entanto, a subida não foi muito significativa porque muitos dos investidores permaneceram cautelosos antes da decisão política da Reserva Federal dos Estados Unidos no final do dia e uma avaliação do Banco do Japão na sexta-feira.

O Nikkei terminou a subir 0,7% nos 18.903m02 pontos, o Topix registou uma pequena subida de 0,3% com apenas 1,72 biliões de ações a ser transacionadas, o que representa o valor mais baixo desde meados de Agosto.

As financeiras e as ações de seguros voltaram a pesar nos índices chineses, já que os investidores continuaram a digerir de fracos lucros nos bancos. Na China, no entanto, minimizaram-se as tensões com os Estados Unidos em relação às patrulhas navais no Mar do Sul da China. Ainda assim não foi suficiente para evitar as quedas das praças.

O Shanghai Composite apresentou uma queda de 1,72% e o CSI 300 uma queda de 1,89%.

O índice de ações da Ásia-Pacífico, excluindo o Japão, caiu 0,9% e nas restantes praças tudo se manteve calmo.

Em Hong Kong, o Hang Seng caiu 0,6%, e na Coreia do Sul, o Kospi caiu 0,4%.

Análise técnica e fundamental

BUNDS

Com o Dax a corrigir, as Bunds aproveitaram para quebrar em alta os máximos relativos da última semana. Este ativo apresenta um potencial altista de longo prazo evidente. A escassez derivada da compra do ativo no mercado secundário por parte do BCE suporta o preço e um possível teste dos máximos anuais ainda este ano.

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ÍNDICES

RUS50

O índice russo continua a ser dos ativos, a par do CAD, que mais tem sido afetado negativamente com a queda dos preços do petróleo. Nesta altura, temos o crude abaixo dos 44 dólares, o que vem logicamente aumentar o potencial baixista inerente ao RUS50. Hoje será mais um dia importante para a negociação destes ativos, devido ao facto de serem apresentados, ao início da tarde, os inventários de crude. Caso tenhamos pela terceira semana consecutiva um valor de produção superior ao esperado, poderemos ver o índice russo a deslizar até ao suporte dos 792 pontos.

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Por Pedro Ricardo Santos, gestor da XTB Portugal

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