Comentário. Mundo espera decisão da FED

Inicia-se esta terça-feira a reunião da FED, que se prolonga pelos próximos dois dias. Deste evento, espera-se que seja adotada a tão esperada medida de aumento de taxa de juro para a maior economia do Mundo.


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Existem na realidade três cenários possíveis: aumento acentuado da taxa, aumento moderado da taxa, taxa inalterada. Destes, a segunda opção é aquela que tem ganho mais apoio junto dos intervenientes nos mercados financeiros. De resto, é também por isso que o dólar tem perdido força frente às principais divisas mundiais. De qualquer modo, a decisão apenas será conhecida amanhã, prevendo-se por isso dois animados dias de negociação, em que a volatilidade será certamente um ingrediente presente na negociação dos principais ativos.

O petróleo, depois de tocar em mínimos, encetou um caminho de correção do preço já que, em termos técnicos, tocou em níveis de sobre venda. Esse movimento tem sido o catalisador para o alívio dos ativos de risco que, na abertura, ensaiavam a ganhar. Ainda assim, alguma preocupação paira em torno da negociação da matéria-prima já que o congresso americano se prepara para fazer aprovar legislação no sentido de levantar qualquer barreira à exportação do ativo. Esse cenário levaria a um aumento considerável da oferta de ouro-negro, contribuindo para a continuidade da queda do preço. A OPEP já avisou que, caso não se observe uma inversão da tendência baixista do preço, terão de ser adotadas medidas, no primeiro trimestre do próximo ano. Uma coisa é certa, caso o dólar valorize em consequência de uma aumento de taxa de juro nos Estados Unidos, então o petróleo poderá cair ainda mais num ajuste natural do preço, já que a respetiva cotação se reflete na divisa americana.

O Banif continua no centro de qualquer análise, já que a variação relativa diária da cotação do título não consegue deixar ninguém indiferente. Apesar disso, não nos podemos esquecer que se trata de uma “penny stock” e, por isso, sujeita a “lei” dos pequenos números. Mas o caso do Banif é muito mais do que isso. Não nos podemos esquecer que a instituição foi intervencionada diretamente pelo Estado, sendo este o seu principal acionista. Por isso, a preocupação que gera a atual situação chegará, mais tarde ou mais cedo, aos bolsos dos contribuintes portugueses. E, se no caso do Novo Banco essa “chamada” é indireta por via da Caixa Geral de Depósitos, no banco liderado por Jorge Tomé, trata-se de uma implicação direta. Só isso explica os esforços quer da administração, quer do próprio Governo em encontrar um comprador, numa luta titânica contra o tempo. Esse esforço existe para tentar evitar a aplicação das novas regras europeias, que a partir de Janeiro penalizarão os depositantes com mais de 100 mil euros, bem como os detentores de dívida sénior, ambos os intervenientes protegidos no caso do ex-BES. Acredito ser muito difícil surgir um verdadeiro interessado pela instituição tal e qual ela se apresenta. Essa solução apenas será considerada caso o Estado admita perder grande parte do capital injetado. Enquanto estas notícias vão sendo divulgadas ao mercado, vários investidores aproveitam as baixas cotações do título para obterem rápidas valorizações, não esquecendo que algumas casas de investimento permitem o ganho com a queda do preço.

Ações

Astrazeneca – a farmacêutica está na caça de uma patente para o medicamento que trata a leucemia. Negociações foram estabelecidas com a Acerta, empresa privada detentora da patente desta droga. A empresa admite ter poucas soluções para problemas hematológicos, e esta aquisição poderá melhorar essa lacuna. A resposta do CEO, Pascal Soriot, para alimentar a quota de mercado da Astrazeneca através de novos medicamentos com patente deverão valorizar a sua ação ao longo dos próximos anos.

Telefonica – a empresa de telecomunicações planeia investir 3650 milhões de dólares entre 2016 e 2018 para aumentar as suas redes de comunicação 4G e serviços de banda larga.

Sessão Asiática

O Nikkei do Japão voltou a cair para um mínimo de duas semanas nesta madrugada de terça-feira. Os preços do petróleo não ajudaram e os investidores estão a evitar ativos mais arriscados no dia anterior da tão esperada decisão das taxas de juros norte-americanas.

O Nikkei terminou com uma queda de 1,7% nos 18,565.90 pontos, o seu nível mais baixo desde o dia 22 de Outubro. O Topix caiu 1,7% para os 1,502.55.

Enquanto os investidores esperam que a FED anuncie o seu primeiro aumento da taxa em quase uma década na quarta-feira, também esperam ouvir comentários de responsáveis políticos sobre o que vai acontecer a seguir.

Os preços do petróleo voltaram a cair na terça-feira e com o Brent a apontar para novos mínimos pelo oitavo dia.

Nas restantes praças asiáticas vimos a China com os seus dois principais índices com um desempenho negativo, o Shanghai Composite e o CSI300 com quedas de 0,29% e 0,46% respetivamente. Na Coreia do Sul, o Kospi subiu 0,26%, na Austrália o S&P caiu 0,39% e tudo indica que esta performance menos boa dos índices no geral se justifica com os preços do petróleo e com a atitude defensiva dos investidores antes de um dia muito importante como o dia de amanhã.

Análise técnica e fundamental

ÍNDICES – EU.50 d1

O EU.50 segue a negociar em consolidação perto de um nível determinante para os time frames superiores. O 61.8 de Fibonacci travou as quedas do ativo e a cunha descendente continua a servir de resistência. Entre os índices europeus já assistimos a alguns breakouts deste nível técnico, fator que suscita dúvidas quanto à capacidade de aguentar o índice. Para posições longas, a quebra da cunha seria o ponto de entrada.

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DAX H1 – Subida após correção ao 61,8%?

Mediante a análise que temos vindo a efetuar do DAX com base nas ondas de Elliott, temos visto que o ciclo de cinco ondas de subida foi precedido de uma correção A-B-C que nos trouxe até um último nível possível de correção, nos 61,8% de Fibo de toda a subida. Neste ponto é possível que haja, a partir daqui, uma maior probabilidade de subida. Não quer dizer, com isto, que um novo máximo histórico será feito já, mas deverá surgir aqui uma reação em alta interessante. Assim sendo a ideia é estar longo, com stop nos 10100 e take profit nos 10493.

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Por Pedro Ricardo Santos,
gestor da XTB Portugal 

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