Comentário. Portugal afunda mais de 3%

As bolsas mundiais começam a ser pressionadas pela expetativa cada vez maior de subida das taxas de juro, nos EUA, ainda este ano. No Velho Continente, o vermelho marcou a performance dos principais índices. Portugal afundou mais de 3%, devido aos efeitos do acordo político alcançado, este fim-de-semana, com as forças da esquerda no parlamento. […]


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As bolsas mundiais começam a ser pressionadas pela expetativa cada vez maior de subida das taxas de juro, nos EUA, ainda este ano. No Velho Continente, o vermelho marcou a performance dos principais índices.

Portugal afundou mais de 3%, devido aos efeitos do acordo político alcançado, este fim-de-semana, com as forças da esquerda no parlamento. O facto do PCP se ter juntado ao PS e ao Bloco lança receios acrescidos à vontade do governo liderado por António Costa de respeitar as regras do tratado orçamental. Jerónimo de Sousa proferiu há poucos dias duras críticas ao limite do défice nos 3%.

A evolução das yields no mercado secundário reflecte os receios dos investidores, relativamente à direcção adoptada por um governo com apoio dos comunistas e bloquistas. A expectativa de um abandono completo das medidas de austeridade, aumenta a probabilidade de algumas agências de rating reverem em baixa a qualidade da nossa dívida, com possíveis impactos no dinheiro que mensalmente o BCE injecta na nossa economia, através do sistema bancário português.

Naturalmente, que se as yields sobem mais de 23 pontos base, a cotação dos principais bancos portugueses afunda.

Há minutos, Banif, BCP e BPI perdiam mais de 8%. Acredito que, os próximos dias serão de extrema tensão. Há um programa a ser discutido no Parlamento, moções de rejeição a serem aprovadas e a decisão do Presidente da República. Não se esperam dias calmos para a praça nacional, até ao final do mês de novembro.

Por Pedro Ricardo Santos, gestor da XTB Portugal 

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