Comentário. Tragédias com impacto rápido

A história diz-nos que, à exceção do 11 de Setembro, os ataques terroristas mais recentes têm um impacto nos mercados financeiros não superior a três dias.


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A história diz-nos que, à exceção do 11 de Setembro, os ataques terroristas mais recentes têm um impacto nos mercados financeiros não superior a três dias. Em França, a chacina do Charlie Hebdo teve um impacto negativo nos mercados apenas durante dois dias. Estes dados mostram que as consequências das investidas terroristas têm um prazo muito curto do ponto de vista dos mercados.

Assim, não foi de estranhar a subida da generalidade dos índices acionistas no Velho Continente. Aliás, o CAC foi mesmo dos índices que mais subiu na sessão desta terça-feira, apenas ultrapassado pelo fantástico rally da Grécia. Portugal não foi excepção, tendo avançado mais de 2,3% à boleia do sector bancário. A banca portuguesa continua a beneficiar das declarações do Banco de Portugal, no passado fim-de-semana.

A instituição liderada por Carlos Costa referiu não existir um impacto negativo no sector devido à necessidade de recapitalização do Novo Banco. Apesar das fragilidades destas declarações, a banca portuguesa tem conseguido recuperar as perdas decorrentes da percepção do risco político interno.

Ainda a contribuir para o desempenho de BCP, BANIF e BPI estão as quedas das yields portuguesas a 10 anos. De uma forma geral, observaram-se subidas generalizadas no preço das obrigações soberanas devido à convicção de um aumento de estímulos do BCE, a curto prazo.

Essa crença tem levado, não só à escalada dos preços dos títulos de dívida, como a uma procura por activos de risco e a uma queda do EUR/USD. A divergência das políticas seguidas pelos bancos centrais da Europa e Estados Unidos têm vincado a tendência deste par cambial.

Por Pedro Ricardo Santos, gestor da XTB Portugal 

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