Comentário. Vitória do Syriza revela confiança no euro

Terceiro ato eleitoral em 2015, terceira vitória para os esquerdistas do Syriza, o partido com a mais rápida transformação ideológica da história recente dos helénicos. Foram 145 os lugares atribuídos ao Syriza, sendo que com 300 lugares no parlamento, faltam seis lugares para a maioria. O mercado centra-se agora nas opções possíveis desejando a coligação […]


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Terceiro ato eleitoral em 2015, terceira vitória para os esquerdistas do Syriza, o partido com a mais rápida transformação ideológica da história recente dos helénicos. Foram 145 os lugares atribuídos ao Syriza, sendo que com 300 lugares no parlamento, faltam seis lugares para a maioria. O mercado centra-se agora nas opções possíveis desejando a coligação mais improvável, Syriza e Nova Democracia. Apesar do líder do segundo partido mais votado nunca ter negado essa possibilidade, Tsipras não mostrou disposição para o acordo pós-eleitoral. Contudo, para os mercados, considerando as posições atuais de ambos os partidos, seria a solução revestida de maior tranquilidade para os investidores.

Ainda assim, a negociação do euro manteve-se praticamente inalterada, nesta madrugada, tendo a divisa europeia registado apenas uma ligeira subida. O facto da vitória nas eleições gregas ter sido atribuída a um partido que hoje excluí a possibilidade do Grexit, é revelador de alguma confiança depositada no futuro da união monetária.

Importa ainda sublinhar que, a confiança na economia portuguesa não é, neste momento, afetada pela situação na Grécia. Relembro que a S&P colocou Portugal a um nível de saída de “lixo”, ainda na semana que passou, ou seja justamente antes das eleições gregas. Apesar de vivermos um período eleitoral, a saúde da economia nacional é reconhecida pelas principais agências de rating. Os resultados do esforço de ajustamento oferecem aos mercados confiança, seja qual for o resultado da escolha dos portugueses no próximo 4 de Outubro.

 

Sessão Europeia

– As principais praças europeias despertaram, nesta primeira sessão da semana, com valorizações ligeiras, sendo o índice alemão, até ao momento, o único a apresentar uma queda mais acentuada. O sector automóvel está a provocar esta desvalorização no DAX, devido às recentes notícias que desvendaram algumas ilegalidades neste sector. Os outros índices estão a garantir alguns ganhos devido à votação na Grécia, que deu a vitória a Syriza, que dá uma maior garantia de cumprimento do memorando e traz assim boas perspetivas para a Europa.

– O PSI 20 está a ser um dos índices com valorizações mais acentuadas, depois de receber na sexta-feira passada um voto de confiança por parte do rating S&P, que subiu um nível e fica assim a um patamar da saída de Portugal da zona de “lixo” e depois da votação na Grécia ter garantido alguma estabilidade quanto ao cumprimento do memorando. Em terreno positivo, encontram-se as ações da Altri, Impresa e NOS. O sector bancário está a dar uma resposta otimista, sendo que o BCP apresenta a maior valorização do dia. A desvalorizar estão as cotadas da Mota Engil, Semapa, Teixeira Duarte e Sonae.

 

Sessão Asiática

– As bolsas da Ásia e moedas emergentes caíram na segunda-feira. Este arranque negativo na semana explica-se após a Reserva Federal dos EUA decidir manter as taxas de juro em mínimos históricos. O facto de terem ficado iguais levantou novas preocupações sobre o crescimento global, particularmente na China.

– O Índice de ações da Ásia-Pacífico fora do Japão caiu 2%, com Hong Kong para baixo de 1,2%, Austrália 2% e Coreia do Sul 1,6%. Os Mercados japoneses estão fechados até quarta-feira.

– A China foi o único mercado, do asiático, a desafiar a tendência baixista, com o índice Shanghai Composite a subir 1,1% e o CSI300 com uma subida de 1%.

 

Ações

Galp Energia. Depois de distribuir dividendos, começa hoje a negociação em bolsa abaixo do preço cotado na semana passada.

Volkswagen. O grupo alemão contratou uma auditoria externa para contrapor o relatório publicado na passada sexta-feira, pela Agência de Proteção Ambiental dos EUA, em que são feitas acusações sobre a veracidade dos testes às emissões tóxicas produzidas pela Volkswagen. Desta forma, e caso a auditoria não produza o efeito desejado na perspetiva do regulador, a produtora automóvel terá de recolher cerca de 482 mil automóveis que já estão prontos para venda. Como consequência de evento negativo, a sua cotação caiu 13,8% em bolsa, durante a manhã.

 

Análise técnica e fundamental

ÍNDICES – DAX H1, Continuação das quedas em vista

XTB_21_setembro

Depois da vitória do Syriza nas eleições gregas, a aversão pelo risco volta a sobrecarregar a abertura dos mercados europeus, que já se mostravam frágeis depois da decisão da FED. Do ponto de vista fundamental, é possível que esta fragilidade se mantenha até que um governo de maioria seja formado na Grécia, enquanto isso não acontecer, índices como o português, o italiano e o espanhol até serão mais afetados que o próprio DAX. Neste momento abrimos a semana a quebrar o suporte dos 9908, pelo que, que negociando abaixo deste nível, a probabilidade de irmos até aos 9771 é bastante elevada.

 

FOREX – USDCAD

XTB_21_setembro2

Sinais muito fortes na abertura da semana no USDCAD. Depois de alguma pressão vendedora no rescaldo da FOMC, percebemos que nos níveis técnicos de suporte estavam ordens de compra que resultaram em velas de inversão nos gráficos diários e padrões de continuidade como possível quebra altista de um canal descendente, ao longo dos próximos dias. Devemos estar atentos às quedas, pois este par está longe de ter terminado o rally, como se pode perceber nestas compras massivas quando cai alguns pips.

 

Por Pedro Ricardo Santos, gestor da XTB Portugal

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