Comércio internacional contribui para um aumento do défice em sete milhões

De acordo com o INE, o défice da balança comercial de bens registou um aumento de 7 milhões de euros face ao mês homólogo de 2018, atingindo 1,647 milhões de euros em outubro de 2019.

Em outubro de 2019, as exportações e as importações de bens registaram um aumento de 8,4% e 6,5%, fazendo com que o défice da balança comercial atingisse 1,647 milhões de euros no mesmo período, o que representa um aumento do défice de 7 milhões de euros face ao mesmo mês de 2018.

Os dados são confirmados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), esta terça-feira, que informa que excluindo os combustíveis e lubrificantes, as exportações aumentaram 7,3% e as importações cresceram 5,9% (mais 6,7% e 10,4%, respetivamente, em setembro de 2019). No trimestre terminado em outubro de 2019, as exportações e as importações aumentaram 3,6% e 5,3%, respetivamente, face ao trimestre terminado em outubro de 2018.

Segundo o INE, em outubro de 2019 e em termos das variações homólogas mensais, as exportações e as importações aumentaram 8,4% e 6,5%, respetivamente. A variação apresentada em ambos os fluxos foi principalmente resultado da evolução registada no comércio dentro do espaço europeu. “Salientam-se os acréscimos nas exportações e importações de material de transporte”, informa o documento. “Destaca-se ainda o decréscimo nas importações de fornecimentos industriais (menos 2,2%), o único decréscimo nas transações de todas as grandes categorias económicas”.

Principais clientes

De acordo com os dados do INE, tendo em conta os principais países de destino e os principais fornecedores em 2018, destacam-se os acréscimos nas exportações para França (mais 16,0%) e para os Estados Unidos (mais 46,8%). As exportações para Angola registaram o único decréscimo, menos 13,7%.

Os aumentos nas importações provenientes de França são os que mais se destacam, mais 15,8%, sobretudo de outro material de transporte (maioritariamente aviões). As importações provenientes da Rússia registaram o único decréscimo, com uma queda de 87,1%, sobretudo devido aos combustíveis e lubrificantes.

 

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