Comissão Executiva da TAP repudia “constante tentativa de ataques” à sua credibilidade

A Comissão Executiva da TAP repudiou hoje “a constante tentativa de ataques à sua credibilidade e competência”, no dia em que pilotos, tripulantes e técnicos de manutenção se juntam em Lisboa para uma “marcha silenciosa”.

Na sexta-feira, as direções do Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC), Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC) e do Sindicato dos Técnicos de Manutenção de Aeronaves (SITEMA) anunciaram o protesto, que junta “pela primeira vez na história da aviação nacional, pilotos, pessoal de cabine e técnicos de manutenção”.

Esta marcha silenciosa, com partida do Campo Pequeno e chegada ao Ministério das Infraestruturas e Habitação durante esta manhã, pretende chamar a atenção para a situação que se vive na TAP, segundo os três sindicatos.

Entretanto, a “Comissão Executiva da TAP lamenta e repudia a constante tentativa de ataques à sua credibilidade e competência, os julgamentos de intenções e a cada vez mais frequente apresentação de ‘factoides’ avulso, propositadamente descontextualizados, distorcidos e até, nalguns casos, completamente falsos, com que alguns sindicatos bombardeiam constantemente a comunicação social”, afirma a gestão da transportadora aérea, em comunicado.

A Comissão Executiva da TAP sublinha que “está, desde sempre, disponível, para o diálogo com todos os sindicatos e nas múltiplas reuniões que tem mantido com os responsáveis sindicais” e “presta toda a informação que é solicitada e procura, de boa fé, esclarecer todas as questões e dúvidas que são suscitadas”, mas “não dialoga com os sindicatos através de comunicados de imprensa ou de declarações públicas que possam gerar títulos de notícias”.

A gestão da TAP diz ainda que “mantém sempre as portas abertas para o diálogo sério e construtivo, de uma forma que contribua para uma melhoria efetiva das condições de trabalho de todos os trabalhadores”.

Afirmando-se “bem consciente do esforço que é pedido a todos os trabalhadores da companhia, nomeadamente com o corte de 25% no valor dos salários acima dos 1410 euros”, a Comissão Executiva sublinha que, “sem esse esforço, não teria sido possível obter a autorização da Comissão Europeia para o plano de restruturação que permitiu a sobrevivência da TAP”.

Ora, esta é uma “sobrevivência só conseguida também através do esforço de todos os contribuintes portugueses e do Estado português”, prossegue, apontando que os sindicatos da TAP, “bem conscientes deste facto, de forma responsável e cumprindo a sua função de defesa dos trabalhadores e dos seus postos de trabalho, acordaram” com a companhia aérea “os cortes salariais mencionados, assumindo assim um compromisso que produz os seus efeitos até 2025, ano a partir do qual, cumprindo-se o plano de restruturação, a TAP estará finalmente em condições de repor os salários na íntegra”.

Por isso, “até lá, não pode ser feita tábua rasa dos acordos firmados, nem a sobrevivência da companhia poderia resistir se isso acontecesse, como facilmente se poderá compreender”, adverte a TAP.

“O compromisso assumido pelos sindicatos, em representação dos trabalhadores da TAP, não foi assumido apenas com a gestão da TAP”, mas “foi também assumido com o Estado português, com todos os portugueses e com a Comissão Europeia”, recorda a Comissão Executiva, que reitera o seu compromisso de cumprir o plano de restruturação e de apresentar os resultados que este define.

Nesse sentido, “para que seja possível apresentar esses resultados, que permitirão garantir a viabilidade e sobrevivência futuras da TAP, o esforço não começa, nem se esgota, nos cortes salariais de 25% sobre o valor que exceda os 1.410 euros mensais”.

A gestão salienta que a TAP tem “reduzido custos em todas as áreas onde é possível”, através da renegociação de contratos com fornecedores e prestadores e criando “maiores eficiências” e “continua a trabalhar diligentemente para reduzir todos os custos”.

Adianta ainda que “outro esforço que está a ser prosseguido com sucesso é o de aumento das receitas e do ‘yield’, determinantes para a rentabilidade da TAP”.

A operadora aérea sublinha ainda que “há custos” que não controla e que têm registado aumentos acentuados, “nomeadamente os custos de combustível ou os decorrentes da valorização do dólar face ao euro”, destaca.

Por isso, “este aumento dos custos, que têm um impacto significativo no balanço da TAP, tem de ser considerado em qualquer posição equilibrada e séria que seja produzida sobre a TAP”, remata a empresa.

“A gestão de qualquer empresa é avaliada não por comunicados de imprensa sindicais, mas pelos resultados de gestão que apresenta, sendo esses resultados, ao contrário das afirmações produzidas por alguns sindicatos, auditados, verificados e validados pela tutela política e pelos diversos ‘stakeholders'” da TAP, sublinha a Comissão Executiva, referindo que os resultados do segundo trimestre e do primeiro semestre serão divulgados em 23 de agosto.

“São esses resultados que permitem a avaliação do seu desempenho e do trabalho que está a ser desenvolvido na TAP, não só pela gestão, mas por todos os trabalhadores”, conclui a Comissão executiva.

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